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Ibovespa opera em queda com pressão de bancos e Vale — dólar recua para R$ 4,95

Por Thaís Marinho

11:31Claude respondeu: <!

MERCADOS • AÇÕES
Abril 2026

Principais papéis do índice pressionam o Ibovespa nesta quinta-feira, enquanto o câmbio renova mínimas de mais de dois anos em meio a tensões no Oriente Médio e expectativa de rotação para emergentes.

O principal índice da bolsa brasileira iniciou o pregão desta quinta-feira (23) em leve alta, mas rapidamente perdeu fôlego e passou a operar com viés negativo. Por volta das 10h50, o Ibovespa recuava 0,28%, aos 192.350 pontos, dando sequência ao movimento de correção da véspera, quando cedeu 1,65%.

O dólar à vista, por sua vez, ampliava a trajetória de desvalorização frente ao real. A moeda norte-americana recuava 0,38%, cotada a R$ 4,956 — menor patamar em mais de dois anos e próximo da mínima registrada em março de 2024, quando encerrou a R$ 4,935.

Movimentos de mercado exigem acompanhamento contínuo e leitura estratégica de portfólio.

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Peso-pesados do índice puxam a queda

As ações de maior representatividade no Ibovespa concentraram a pressão vendedora. A Vale (VALE3) recuava 0,50%, enquanto os grandes bancos operavam no vermelho: Itaú (ITUB4) cedia 0,80%, Banco do Brasil (BBAS3) perdia 0,60% e Bradesco (BBDC4) caía 0,59%. As demais instituições financeiras listadas seguiam a mesma direção.

Apesar da alta do petróleo — que voltou a superar os US$ 100 por barril diante de tensões no Estreito de Ormuz —, a Petrobras não conseguiu se descolar do tom negativo. Os papéis preferenciais e ordinários da estatal oscilavam entre estabilidade e variação marginal de 0,09%.

Tensão no Estreito de Ormuz redefine o apetite global por risco

O fator geopolítico voltou ao centro das atenções após a Guarda Revolucionária do Irã apreender dois navios cargueiros na região do estreito, uma das rotas mais estratégicas para o escoamento de petróleo no mundo. Em resposta, a Marinha dos Estados Unidos afirmou ter forçado o recuo de 27 embarcações diante de restrições impostas a portos americanos.

Segundo Eduardo Marzbanian, analista da Eleven Financial, o mercado global opera em “ambiente de mudança de regime”, com ativos de risco devolvendo parte dos ganhos recentes diante do choque geopolítico. “O aumento do prêmio geopolítico levou investidores a realizar lucros após um ciclo consistente de alta”, afirmou.

Setores em transformação exigem leitura estratégica de portfólio.

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Ásia volátil e Europa dividida

Na Ásia, o pregão foi marcado por oscilações intensas. O Nikkei 225 chegou a renovar máximas históricas ao ultrapassar os 60 mil pontos ao longo do dia, mas encerrou em queda de 0,75% após um movimento de realização. O Hang Seng caiu 0,95% em Hong Kong, e o Taiex perdeu 0,43% em Taiwan. Na China continental, os índices de Xangai e Shenzhen também fecharam no vermelho.

A exceção ficou por conta do Kospi sul-coreano, que avançou 0,90% e cravou novo recorde aos 6.475 pontos, impulsionado por dados de crescimento acima do esperado e pelo desempenho do setor de semicondutores — com destaque para a Samsung Electronics, que subiu 3,2%.

Na Europa, o cenário era misto. O Stoxx 600 e as bolsas de Londres e Frankfurt operavam em baixa, enquanto Paris e Milão registravam ganhos discretos. Segundo Marzbanian, a combinação de PMIs abaixo do esperado na zona do euro com custos energéticos elevados reforça o risco de estagflação na região.

Wall Street sinaliza abertura negativa

Nos Estados Unidos, os futuros de S&P 500, Dow Jones e Nasdaq apontavam para abertura em queda após uma sequência de máximas recentes. O movimento reflete a revisão das expectativas de inflação, pressionadas pela alta do petróleo e pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.

A curva de juros nos EUA ganha inclinação, o que reduz a probabilidade de cortes de juros no curto prazo, segundo o analista da Eleven Financial. Esse cenário sustenta o dólar globalmente como ativo de proteção — embora, no Brasil, a moeda americana siga perdendo valor frente ao real, influenciada por fluxos direcionados a mercados emergentes e pela frustração com os resultados de grandes empresas de tecnologia nos Estados Unidos.

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Fonte: Exame.

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