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Banco Master: Como R$ 8 bilhões em Depósitos Viraram R$ 58 bilhões e Terminaram no Maior Resgate da História do FGC

Por Alexsander Santos

Dossiê
Risco de Crédito & Sistema Bancário
Setembro 2026

CDBs pagando muito acima da média, crescimento acelerado, ativos de difícil liquidez, carteiras consideradas insubsistentes pelo Banco Central e R$ 40,6 bilhões em garantias. Este é o dossiê para entender, do começo ao fim, o que aconteceu com o Banco Master.

Imagine abrir uma plataforma de investimentos e encontrar um CDB pagando muito mais do que os grandes bancos. A taxa chama atenção. O produto aparece como renda fixa. E existe ainda uma frase capaz de anestesiar boa parte da percepção de risco: “coberto pelo FGC”.

Foi nesse ambiente que o Banco Master construiu uma das expansões mais agressivas do sistema financeiro brasileiro. Entre dezembro de 2021 e março de 2025, seus depósitos a prazo saltaram de R$ 8,35 bilhões para R$ 58,46 bilhões. Em pouco mais de três anos, multiplicaram-se por aproximadamente sete.

O final é conhecido: em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação do conglomerado, citando grave crise de liquidez, comprometimento significativo da situação econômico-financeira e graves violações às normas do sistema. Dois meses depois, o FGC começou a processar um pagamento de R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil credores.

A expansão que explica o tamanho do problema

R$ 8,35 bi
Depósitos a prazo · dez/2021
R$ 58,46 bi
Depósitos a prazo · mar/2025
Aproximadamente 7x em pouco mais de três anos · crescimento nominal próximo de 600%

0,57%
Participação do conglomerado nos ativos do SFN na data da liquidação.
R$ 40,6 bi
Garantias consolidadas de Master, Master de Investimentos e Letsbank.
~800 mil
Credores elegíveis após a consolidação feita no processo de liquidação.

O caso em 60 segundos

O Master cresceu captando dinheiro em grande escala por meio de depósitos a prazo e CDBs, muitas vezes oferecendo remuneração superior à de concorrentes. Essa captação financiava uma carteira que incluía crédito e ativos mais complexos e menos líquidos. A combinação ficou vulnerável quando a necessidade de caixa aumentou e a confiança diminuiu. Em paralelo, o Banco Central identificou inconsistências em carteiras de crédito cedidas ao BRB e afirmou ter demonstrado a insubsistência dos ativos que integravam essas operações. A crise de liquidez evoluiu para liquidação extrajudicial e acionamento recorde do FGC.

1. Antes do escândalo: de Banco Máxima a Banco Master

O Banco Master não surgiu do nada em 2025. A instituição era o antigo Banco Máxima, um banco com histórico ligado ao crédito imobiliário e que passou por uma mudança relevante de controle, estratégia e posicionamento. Em 2021, depois de uma reestruturação, passou a operar com a marca Banco Master.

A nova fase buscava transformar uma instituição relativamente pequena em um grupo financeiro mais diversificado. A expansão envolveu crédito, operações estruturadas, mercado de capitais, aquisições e uma presença crescente nas plataformas de investimento.

O ponto que interessa ao investidor não é a troca do nome. É a velocidade da mudança. Em dezembro de 2021, o conglomerado tinha R$ 8,49 bilhões em depósitos totais. No fim de 2024, esse número já estava perto de R$ 59,73 bilhões.

Depósitos a prazo do conglomerado

dez/2021R$ 8,35 bi
dez/2022R$ 17,45 bi
dez/2023R$ 29,83 bi
dez/2024R$ 58,58 bi
mar/2025R$ 58,46 bi
Fonte: IFData / Banco Central, organização DIEESE.

Há uma característica ainda mais incomum: aproximadamente 98% dos depósitos do Master eram depósitos a prazo durante o período analisado. Segundo o DIEESE, no sistema financeiro como um todo essa participação ficou muito abaixo disso.

Isso significa que a estrutura de funding do Master dependia fortemente de instrumentos que chegam com um relógio embutido: em algum momento, vencem e precisam ser pagos.

2. A máquina de crescimento: CDB caro + FGC + distribuição em escala

Para um banco que quer crescer rapidamente, captar depósitos é matéria-prima. O Master encontrou uma forma eficiente de atrair essa matéria-prima: pagar mais.

Durante sua fase de expansão, CDBs do banco chegaram a ser distribuídos com remunerações reportadas de até 140% do CDI. A taxa era suficientemente alta para aparecer nos rankings das plataformas e chamar a atenção de investidores que buscavam aumentar o retorno da renda fixa.

O segundo elemento era decisivo: CDB é um dos produtos cobertos pela garantia ordinária do FGC, observados os limites e regras do Fundo.

A engrenagem financeira

Investidorbusca taxa maior
CDB Mastertaxa elevada + FGC
Banco captafunding cresce rápido
Ativoscrédito, fundos e estruturas

O problema não é existir FGC. O Fundo existe justamente para proteger depositantes e investidores em determinadas situações. O problema de incentivo aparece quando o investidor transforma a garantia em substituto da análise do banco emissor.

O erro de interpretação: “tem FGC, então o banco não importa”

O FGC protege o credor elegível dentro de suas regras. Ele não transforma dois bancos com riscos diferentes em emissores economicamente iguais.

Quanto maior a taxa paga por um emissor em relação aos pares, mais importante é perguntar por que aquele banco precisa pagar esse prêmio para captar.

3. O lado que o investidor não via na tela: liquidez

Todo banco vive de uma transformação: capta dinheiro de um lado e aplica do outro. O modelo funciona quando prazos, riscos e entradas de caixa são administrados de forma compatível.

O risco cresce quando o passivo vence em datas previsíveis, mas os ativos que deveriam financiá-lo são difíceis de vender, precificar ou transformar em dinheiro rapidamente.

Em uma classificação analítica feita pelo DIEESE a partir do IFData, o Master apresentava em março de 2025 R$ 184,9 milhões em disponibilidades e aplicações interfinanceiras, diante de R$ 86,8 bilhões de ativos totais. Isso correspondia a cerca de 0,21% do ativo.

Na mesma metodologia, o grupo classificado como de baixa liquidez, “outros créditos/outros ativos” somava R$ 41,35 bilhões, aproximadamente 47,6% do total.

Alta liquidez*
R$ 184,9 mi
Disponibilidades + aplicações interfinanceiras em mar/2025.
Baixa liquidez*
R$ 41,35 bi
Outros créditos + outros ativos em mar/2025.

*Classificação simplificada para fins analíticos elaborada pelo DIEESE com dados do IFData. Não corresponde a uma classificação prudencial oficial do Banco Central.

A fotografia não prova, sozinha, insolvência. Mas ajuda a enxergar a fragilidade estrutural: o banco dependia de conseguir transformar ativos em caixa ou continuar rolando sua captação.

4. O paradoxo: o balanço parecia forte

É aqui que o caso fica especialmente instrutivo.

Nas demonstrações financeiras de 2024, o Banco Master informou R$ 63 bilhões em ativos, R$ 4,7 bilhões em patrimônio líquido e R$ 1 bilhão de lucro líquido. O relatório de auditoria independente apresentou opinião sem ressalvas sobre aquelas demonstrações.

R$ 63 bi
Ativos em 2024
R$ 4,7 bi
Patrimônio líquido
R$ 1 bi
Lucro líquido

Como um banco que mostrava lucro e patrimônio positivo entra em crise de liquidez meses depois?

Porque lucro não é caixa. E porque o valor registrado de um ativo não informa automaticamente quanto dinheiro ele produziria se precisasse ser vendido amanhã.

Esse é um dos pontos que uma simples manchete não consegue ensinar: em instituições financeiras, entender o balanço exige olhar a qualidade dos ativos, o prazo, a concentração, a capacidade de realização e a confiança das contrapartes, não apenas o lucro final.

5. Quando o problema deixou de ser apenas liquidez

A história muda de natureza quando entram em cena as carteiras de crédito cedidas ao BRB.

O Banco Central afirmou oficialmente que sua área de supervisão identificou inconsistências nessas operações e que investigações internas levaram à “demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras”.

Em linguagem simples: para determinadas carteiras, o problema apontado pelo regulador não era apenas “esse ativo vale menos do que parecia”. O BC disse ter encontrado ativos que não apresentavam a consistência necessária para sustentar aquilo que havia sido negociado.

A Polícia Federal, por sua vez, abriu a Operação Compliance Zero para investigar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Na primeira fase, em novembro de 2025, foram cumpridos sete mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. A investigação continuou em sucessivas fases ao longo de 2026.

Fato, indício e acusação não são a mesma coisa

O Banco Central trata como constatação regulatória a insubsistência das carteiras que analisou. Já responsabilidades criminais individuais, intenções, autoria e extensão dos delitos dependem das investigações e do devido processo legal. Este dossiê preserva essa distinção.

6. A tentativa de saída: a operação com o BRB

Em 28 de março de 2025, o BRB anunciou acordo para adquirir 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Banco Master.

O fato relevante previa que o preço seria equivalente a 75% do patrimônio líquido consolidado do Master, sujeito a ajustes. Na época, a transação foi reportada no mercado na ordem de R$ 2 bilhões para a participação adquirida.

Para quem acompanha risco bancário, o movimento foi um sinal relevante. Uma operação societária desse tamanho poderia trazer funding mais barato, liquidez e uma solução institucional para o Master.

Mas havia uma condição essencial: aprovação regulatória.

Em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a operação. A partir dali, o Master perdeu a alternativa que havia sido apresentada meses antes como sua principal saída estratégica.

7. A linha do tempo do colapso

2021 — Nasce a marca Banco Master

A antiga estrutura do Banco Máxima passa a operar sob a nova marca. No fim daquele ano, os depósitos a prazo somavam cerca de R$ 8,35 bilhões.

2022–2024 — Crescimento acelerado

A captação cresce em ritmo excepcional. No fim de 2024, depósitos a prazo chegam a aproximadamente R$ 58,58 bilhões.

28 mar. 2025 — BRB anuncia aquisição

O acordo prevê aquisição de 58% do capital total do Master e depende de aprovações regulatórias.

Mai. 2025 — FGC entra com suporte financeiro

O Fundo estrutura assistência para permitir o pagamento de passivos elegíveis à garantia enquanto a operação societária era analisada. Novas emissões cobertas passam a ser limitadas a 100% do CDI.

Set. 2025 — Banco Central rejeita a operação com o BRB

A principal alternativa de solução societária deixa de existir.

18 nov. 2025 — Liquidação + Compliance Zero

O Banco Central liquida Master, Master de Investimentos, Letsbank e Master Corretora. A PF deflagra a primeira fase da operação que investiga os fatos.

17 jan. 2026 — FGC inicia pagamentos

Após consolidação dos dados, o Fundo informa cerca de 800 mil credores e R$ 40,6 bilhões em garantias.

Mar. 2026 — Master Múltiplo também é liquidado

O regime temporário é encerrado e a instituição passa à liquidação extrajudicial.

2026 — Investigações e recuperação de ativos continuam

A Compliance Zero avançou por novas fases; em agosto, decisões judiciais ligadas às liquidações ainda produziam medidas sobre ativos de fundos. O caso permanece em andamento.

8. O dia em que um banco de 0,57% do sistema acionou R$ 40,6 bilhões

Na data da liquidação, o Banco Central informou que o Conglomerado Master tinha apenas 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

É justamente isso que torna o caso tão extraordinário: o banco era pequeno em participação sistêmica, mas havia construído uma base gigantesca de passivos cobertos pelo mecanismo de garantia.

Quando o FGC consolidou as informações, chegou a aproximadamente 800 mil credores e R$ 40,6 bilhões em garantias apenas para Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank.

O teste de estresse do FGC

R$ 125 bi
Liquidez informada pelo FGC em nov/2025
R$ 40,6 bi
Garantias do núcleo original do caso Master
A ordem de grandeza do pagamento equivalia a cerca de 32,5% daquela liquidez. Comparação de escala, não uma redução mecânica do caixa.

O evento ainda cresceu. Com as liquidações de Will Financeira e Banco Pleno, o FGC informou em abril de 2026 que o valor estimado de garantias alcançava R$ 51,7 bilhões. Somando garantias e operações de assistência, o impacto estimado sobre as reservas chegava a R$ 57,4 bilhões.

Para recompor liquidez, instituições associadas anteciparam aproximadamente R$ 32,2 bilhões em contribuições ao Fundo em março de 2026.

9. O detalhe mais revelador: o FGC já tinha entrado antes da liquidação

O FGC não apareceu pela primeira vez em novembro de 2025.

Em maio, meses antes da liquidação, o Fundo estruturou uma operação de suporte financeiro ao Conglomerado Master para permitir o pagamento de passivos elegíveis à garantia enquanto a operação com o BRB era avaliada.

Ao fim de 2025, o saldo das letras financeiras emitidas nesse suporte somava R$ 5,7 bilhões.

E uma cláusula merece atenção especial: novas emissões de produtos elegíveis à garantia do FGC passaram a ter a remuneração limitada a 100% do CDI.

Por que esse detalhe importa

Quando a estrutura de proteção precisou ajudar a estabilizar o banco, uma das medidas adotadas foi interromper o crescimento do passivo garantido por meio de remunerações muito altas. É uma pista importante sobre o risco de um modelo que depende de pagar prêmio elevado para continuar captando.

10. Quem pagou a conta: o FGC é dinheiro público?

Não. O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, financiada principalmente pelas contribuições das instituições associadas e pela rentabilidade de seus recursos.

Por isso, dizer que “o Tesouro desembolsou R$ 40,6 bilhões para salvar o Master” seria incorreto.

Mas existe um segundo nível de análise. Quando o sistema bancário precisa antecipar dezenas de bilhões de reais de contribuições para recompor o mecanismo de garantia, existe um custo econômico para as instituições participantes. Esse custo faz parte do preço de manter a rede de proteção que sustenta a confiança nos depósitos bancários.

Ou seja: não foi um cheque direto do contribuinte, mas tampouco foi economicamente neutro para o sistema.

11. O FGC funcionou ou o caso mostrou uma falha?

As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo.

Como proteção: funcionou

Credores elegíveis puderam recorrer ao mecanismo criado justamente para lidar com a quebra de instituições financeiras sem depender da recuperação integral do banco.

Como incentivo: expôs um problema

Se a cobertura reduz demais a preocupação do investidor com o risco do emissor, um banco pode captar muito pagando taxas altas sem enfrentar toda a disciplina que teria num mercado sem garantia.

Esse fenômeno tem nome em economia: risco moral. Uma proteção necessária pode alterar o comportamento de quem assume risco se passar a ser interpretada como ausência de risco.

A pergunta correta, portanto, não é “devemos ter FGC?”. O sistema precisa de mecanismos de proteção a depositantes.

A pergunta é: como evitar que a garantia seja usada pelo mercado como argumento para ignorar sinais de risco do emissor?

O caso Master não é uma história sobre “um CDB que deu errado”

É uma história sobre como risco de funding, risco de liquidez, qualidade de ativos e desenho de garantias podem se reforçar uns aos outros.

1. Taxa é informação

Quando um banco paga muito mais que os concorrentes para captar dinheiro, a diferença não deve ser tratada apenas como “oportunidade”. Ela é um dado sobre a necessidade de funding ou sobre a percepção de risco.

2. Solvência e liquidez são problemas diferentes

Uma instituição pode mostrar patrimônio contábil positivo e ainda assim sofrer se não tiver caixa quando os passivos vencem. Bancos vivem no casamento entre prazo e confiança.

3. FGC não substitui análise de crédito

O limite do Fundo deve ser a última camada de proteção de uma decisão, não a primeira justificativa para realizá-la.

4. O risco não estava escondido em uma única linha

A história exigia juntar crescimento do funding, concentração em depósitos a prazo, composição dos ativos, necessidade de suporte, tentativa de venda e inconsistências nas carteiras. Isoladamente, cada peça explica pouco. Juntas, formam o quadro.

12. O que olhar antes de comprar um CDB de banco menor

O caso Master não transforma CDBs de bancos pequenos ou médios em produtos inadequados. Ele mostra apenas que o investidor precisa separar renda fixa de risco fixo: são conceitos diferentes.

Pergunta
Por que importa
A taxa está muito acima dos pares?
Pode indicar necessidade maior de funding ou risco percebido superior.
Os depósitos estão crescendo rápido?
Expansão do passivo exige crescimento compatível de capital, liquidez e ativos de qualidade.
Como é composto o ativo?
Títulos líquidos e crédito pulverizado têm comportamento diferente de ativos complexos, fundos fechados ou créditos difíceis de realizar.
Minha posição cabe no FGC?
Cobertura depende dos limites por CPF/CNPJ, instituição ou conglomerado e das demais regras vigentes.
Eu consigo esperar numa liquidação?
Garantia não significa liquidez instantânea. Existe processo de consolidação e habilitação do pagamento.

13. A pergunta que sobra depois do escândalo

O Banco Master não foi grande o suficiente para ameaçar sozinho o sistema financeiro brasileiro. O Banco Central deixou claro que sua participação era pequena.

Mas ele foi grande o suficiente para testar, numa escala inédita, a infraestrutura criada para proteger quem deposita dinheiro em bancos.

E esse é o paradoxo do caso.

O FGC cumpriu sua função justamente porque o banco falhou. Ao mesmo tempo, o tamanho da conta mostra como a existência dessa proteção pode favorecer modelos de captação agressiva quando o investidor passa a analisar primeiro o limite da garantia e apenas depois a instituição que recebe seu dinheiro.

O legado mais importante do Master, portanto, não é decorar o nome dos investigados nem acompanhar cada nova operação policial.

É entender uma regra básica que o mercado às vezes esquece:

Em renda fixa, a taxa é fixa. O risco nunca é.

Onde o caso está em setembro de 2026

As liquidações de instituições do conglomerado continuam ativas no Banco Central. A investigação criminal seguiu por múltiplas fases da Operação Compliance Zero ao longo de 2026. Na esfera do mercado de capitais, a CVM mantém procedimentos e medidas relacionados ao Grupo Master, fundos e entidades conexas. Portanto, este dossiê explica os fatos consolidados até aqui, não representa o encerramento judicial ou administrativo do caso.

Sua renda fixa está diversificada, ou apenas espalhada?

Ter vários CDBs não significa necessariamente ter riscos diferentes. Em uma carteira patrimonial, emissor, conglomerado, liquidez, prazo e cobertura do FGC precisam ser analisados em conjunto.

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Fontes utilizadas

  • Banco Central do Brasil — nota de 18/11/2025 sobre a liquidação extrajudicial do Conglomerado Master e participação de 0,57% dos ativos do SFN. bcb.gov.br
  • Banco Central do Brasil — nota sobre inconsistências e insubsistência dos ativos em carteiras cedidas ao BRB. bcb.gov.br
  • Banco Central do Brasil — consulta de instituições sob regime de resolução, incluindo Master, Master de Investimentos, Letsbank e Master Múltiplo. bcb.gov.br
  • FGC — comunicado de 17/01/2026: cerca de 800 mil credores e R$ 40,6 bilhões em garantias. fgc.org.br
  • FGC — Relatório Anual de 2025: suporte financeiro ao Master, limite de 100% do CDI para novas emissões elegíveis, patrimônio e impacto combinado das liquidações. fgc.org.br
  • DIEESE — Nota Técnica nº 291, baseada no IFData/BCB: evolução dos depósitos e composição analítica da liquidez dos ativos. dieese.org.br
  • Banco Master S.A. — Demonstrações Financeiras de 2024: ativos, patrimônio líquido, lucro e relatório de auditoria. bancomaster.com.br
  • BRB Relações com Investidores — fato relevante de 28/03/2025 sobre a aquisição de 58% do capital total do Banco Master. ri.brb.com.br
  • Polícia Federal — comunicados da Operação Compliance Zero, iniciada em 18/11/2025 e desenvolvida em sucessivas fases em 2026. gov.br/pf
  • CVM — GT Master e procedimentos relacionados ao Grupo Master, REAG e entidades conexas. gov.br/cvm

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Análises patrimoniais exigem mais do que observar a rentabilidade de um produto isolado. Crédito, liquidez, concentração por instituição e horizonte devem ser avaliados em conjunto com o perfil e os objetivos do investidor.

DISCLAIMER: Este material possui caráter exclusivamente informativo e educacional e foi elaborado a partir de informações públicas disponíveis até setembro de 2026. Referências a investigações, indícios ou suspeitas não representam juízo de culpa. Não se trata de recomendação individual de investimento. Investimentos envolvem riscos, e decisões devem considerar perfil, objetivos, horizonte, liquidez necessária e situação patrimonial.

Fontes: Banco Central, FGC, CVM, Polícia Federal, IFData/DIEESE, demonstrações financeiras e documentos de RI | Editorial Kaza Capital · Setembro 2026

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