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BTG Pactual reorganiza carteira de BDRs para junho com foco em crescimento estrutural

Por Thaís Marinho

Mercados • Ações
Junho 2026

O BTG Pactual atualizou sua carteira internacional de BDRs para junho, com três substituições voltadas a capturar melhor risco-retorno em um mercado americano que já acumula fortes altas no ano.

O banco revisou suas posições internacionais no início do mês, priorizando companhias que ainda negociam com algum desconto frente ao histórico — enquanto reduz exposição àquelas que, na avaliação dos analistas, já precificaram boa parte do otimismo. As mudanças afetam três papéis da carteira anterior: saem Micron, Walmart e Raytheon; entram Netflix, Eli Lilly e Palantir.

Os BDRs — Brazilian Depositary Receipts — são certificados negociados na B3 que representam ações de empresas listadas no exterior, permitindo ao investidor brasileiro exposição a companhias globais sem a necessidade de operar diretamente em bolsas estrangeiras. A carteira do BTG reúne 15 papéis distribuídos entre gigantes de tecnologia, saúde, consumo e finanças.

Exposição internacional exige análise cuidadosa de alocação e risco-retorno por perfil de investidor.

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O que motivou as trocas na carteira

A saída da Micron reflete o entendimento de que a valorização do papel superou o ritmo esperado de crescimento dos lucros, reduzindo o potencial de retorno adicional. No lugar, o BTG optou pela Netflix, que, segundo os analistas, apresenta valuation mais atrativo neste momento. Um fator adicional pesou na decisão: a desistência da plataforma de streaming na disputa pela Warner afastou o risco de um aumento expressivo no endividamento para financiar uma grande aquisição — preocupação que vinha pressionando o papel.

O Walmart também deixa a seleção. A justificativa do banco envolve a quebra de expectativa com os resultados mais recentes e uma perspectiva de menor potencial de expansão no curto prazo. A vaga foi preenchida pela Eli Lilly, farmacêutica americana que lidera o segmento de medicamentos para obesidade e diabetes — área com demanda crescente e que os analistas classificam como uma tese de crescimento estrutural de longo prazo.

A terceira troca envolve a saída de Raytheon, que, conforme o relatório, “reflete uma deterioração relativa no sentimento do setor de defesa, diante da menor percepção de risco geopolítico no curto prazo.” Para substituí-la, o BTG escolheu a Palantir. Os analistas discordam da leitura do mercado sobre os riscos competitivos em inteligência artificial e destacam que a empresa vai além da IA: oferece plataformas integradas de dados e sistemas complexos em segmentos críticos como defesa, saúde e energia.

Movimentos de mercado exigem acompanhamento contínuo e visão estratégica sobre cada posição.

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Tecnologia segue como maior peso da carteira

A carteira mantém concentração relevante em tecnologia, com Nvidia liderando a alocação individual com 13% do portfólio. O banco avalia que o mercado americano passou por forte valorização nos últimos meses, sustentada por resultados corporativos acima do esperado e continuidade dos investimentos em inteligência artificial. Ainda assim, a estratégia para junho aponta para uma seleção mais criteriosa, priorizando empresas que, na visão do BTG, ainda oferecem assimetria favorável.

Apple e Microsoft aparecem empatadas com 9% cada, enquanto Amazon, Alphabet e Meta Platforms ficam em 8%. A TSMC, fabricante de semicondutores de referência global, tem 7% de peso. Bank of America e Goldman Sachs representam a fatia de serviços financeiros, com 7% e 6%, respectivamente. Completam a seleção Johnson & Johnson (4%), Coca-Cola (4%), Newmont (6%), além das três entrantes do mês.

A carteira completa para junho

Empresa Código BDR Peso (%)
Nvidia NVDC34 13%
Apple AAPL34 9%
Microsoft MSFT34 9%
Amazon AMZO34 8%
Alphabet GOGL34 8%
Meta Platforms M1TA34 8%
TSMC TSMC34 7%
Bank of America BOAC34 7%
Newmont N1EM34 6%
Goldman Sachs GSGI34 6%
Eli Lilly NOVA LILY34 4%
Johnson & Johnson JNJB34 4%
Coca-Cola COCA34 4%
Palantir NOVA P2LT34 4%
Netflix NOVA NFLX34 3%

A composição reflete uma estratégia diversificada entre setores com dinâmicas distintas — tecnologia, saúde, consumo defensivo e mineração. A Newmont, única mineradora da lista, oferece exposição ao ouro, ativo historicamente associado à preservação de valor em momentos de incerteza macroeconômica.

Cenários complexos pedem estratégia clara.

Entender o movimento dos mercados é o primeiro passo. O próximo é saber como isso se aplica ao seu patrimônio.

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Fonte: BTG Pactual (relatório de carteira internacional, junho 2026); Money Times.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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