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Carteira de Dividendos Abril 2026: veja as ações recomendadas pelo BTG Pactual

Por Thaís Marinho
Carteira Recomendada
Abril de 2026

A carteira recomendada de dividendos do BTG Pactual para abril de 2026 chega com ajustes relevantes na composição e reforça uma leitura de mercado centrada em geração de caixa, resiliência operacional e distribuição de proventos. A proposta da estratégia segue clara: selecionar empresas de alta qualidade, com capacidade consistente de entrega de resultados e foco em geração total de valor ao acionista.

Na atualização de abril, o BTG retirou Caixa Seguridade, Direcional, Prio e Odontoprev para abrir espaço para Vale, Cury e Motiva. O movimento mostra uma carteira mais inclinada a nomes com combinação de valuation ainda atrativo, potencial de catalisadores e capacidade de manter uma agenda relevante de dividendos em um ambiente que segue exigindo seletividade.

Carteira de Dividendos — BTG Pactual Research

12 ações para abril
Relatório com data de 1º de abril de 2026

Dividendos · Valuation · Setores defensivos · Bancos · Utilities · Commodities

A lógica da carteira

Segundo o BTG Pactual, a carteira tem como objetivo selecionar as melhores empresas sob a ótica de geração total de valor ao acionista, com foco em distribuição de proventos. Isso significa privilegiar negócios que combinem qualidade, resiliência de resultados, geração de caixa e previsibilidade suficiente para sustentar pagamentos ao longo do tempo.

Na prática, a fotografia de abril mostra um portfólio diversificado entre bancos, serviços básicos, commodities, infraestrutura, shoppings e construção civil. O núcleo defensivo permanece relevante, mas a entrada de nomes como Vale, Cury e Motiva adiciona vetores complementares de ciclo, crescimento e catalisadores específicos.

Destaque do mês

A carteira passou a incluir Vale, Cury e Motiva, enquanto saíram Caixa Seguridade, Direcional, Prio e Odontoprev. O rebalanceamento sugere busca por melhor equilíbrio entre dividend yield, valuation e gatilhos de valorização para 2026 e 2027.

Métricas e leitura de valuation

No quadro consolidado da carteira, os dividend yields estimados para 2026 e 2027 seguem atrativos em boa parte dos nomes. Entre os destaques, Allos aparece com projeção de 12,0% em ambos os anos, Vale com 9,3% em 2026, Petrobras com 7,6% em 2026 e 9,1% em 2027, e Cury com 7,6% em 2026 e 10,0% em 2027. O retrato reforça que a estratégia não busca apenas os maiores pagamentos imediatos, mas nomes em que dividendos convivem com fundamentos ainda favoráveis.

Também chama atenção o valuation de vários ativos da carteira. Vale e Aura aparecem negociando a 4,6x EV/EBITDA estimado para 2026, enquanto Petrobras está em 3,0x. Já bancos como Itaú e Bradesco seguem relevantes na composição pelo perfil de rentabilidade e geração de caixa, mesmo em um ambiente ainda mais exigente para o mercado doméstico.

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Composição por setor

Bancos

20%

Itaú e Bradesco seguem como núcleo defensivo da carteira, apoiando o portfólio com escala, geração recorrente de caixa e resiliência em ambientes mais voláteis.

Serviços Básicos

35%

Axia, Equatorial, Copel e Copasa mantêm peso relevante, refletindo preferência por receitas previsíveis, proteção inflacionária e potencial de geração de dividendos.

Mineração e Siderurgia

15%

Vale e Aura ampliam a exposição a commodities, com suporte de valuation descontado, caixa forte e diversificação frente ao risco doméstico.

Shoppings

10%

Allos entra como nome defensivo e com viés de yield, sustentada por guidance de distribuição e sensibilidade positiva a um ambiente de juros em queda.

Infraestrutura + Construção

15%

Motiva e Cury adicionam teses mais específicas de execução, reciclagem de capital, crescimento e expansão de resultados.

Petróleo & Gás

5%

Petrobras permanece pela assimetria entre valuation, fluxo de caixa e dividendos, preservando uma exposição relevante a geração de caixa em commodities.

O que mudou de março para abril

Saídas: Caixa Seguridade, Direcional, Prio e Odontoprev deixaram a carteira. O movimento reduz exposição a nomes que já haviam contribuído em ciclos anteriores e abre espaço para teses com outros vetores de retorno.

Entradas: Vale, Cury e Motiva passaram a compor o portfólio. Vale reforça a exposição a mineração com recuperação de confiança do investidor e fundamentos ainda competitivos. Cury entra apoiada no bom momento do programa Minha Casa Minha Vida e em execução operacional consistente. Motiva adiciona uma tese de infraestrutura com agenda de eficiência, racionalização de portfólio e potenciais catalisadores à frente.

Manutenção dos pilares: o núcleo com bancos, utilities, Allos, Petrobras e Aura mostra que, apesar das trocas, a carteira segue comprometida com negócios de qualidade, caixa previsível e remuneração recorrente ao acionista.

Números-chave da carteira

Em março, a carteira teve desempenho de -1,0%, contra -0,2% do IDIV e -0,7% do Ibovespa. Desde o início da estratégia, em 8 de novembro de 2019, a rentabilidade acumulada é de 168,5%, versus 116,0% do IDIV e 74,2% do Ibovespa.

Leitura estratégica por tese

O relatório detalha uma combinação interessante de teses dentro da carteira. Itaú continua como a principal escolha entre os grandes bancos, com balanço sólido e capacidade de defender rentabilidade mesmo em ambiente mais volátil. Petrobras permanece pela relação risco-retorno atrativa nos níveis atuais do Brent, enquanto Allos ganha força com guidance de dividendos para 2026 que implica yield de 12%.

Entre as utilities, Equatorial, Copel, Copasa e Axia representam exposição a ativos com duration longa, receitas reguladas, proteção inflacionária ou potencial de ampliação de distribuição. Já Vale e Aura trazem a combinação de commodities, caixa e diversificação, enquanto Cury e Motiva introduzem teses ligadas a crescimento operacional, execução e agenda de catalisadores.

Leitura estratégica final

A carteira de dividendos de abril do BTG Pactual reforça uma mensagem importante para o investidor: buscar proventos não significa abrir mão de qualidade, disciplina de valuation ou diversificação setorial. O portfólio segue equilibrado entre nomes defensivos, empresas expostas a juros e teses ligadas a commodities e infraestrutura, o que amplia as fontes potenciais de retorno.

Mais do que perseguir os maiores yields do momento, a estratégia parece priorizar empresas capazes de sustentar pagamentos e, ao mesmo tempo, preservar upside operacional ou de reprecificação. Em um mercado que segue seletivo, essa combinação tende a ser mais relevante do que olhar apenas para o dividendo isoladamente.

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Fonte: Carteira Recomendada de Dividendos, BTG Pactual Equity Research, abril de 2026. Dados: BTG Pactual, Economatica e companhias. Relatório datado de 1º de abril de 2026.

Este conteúdo foi elaborado pela Kaza Capital com base no relatório do BTG Pactual e tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. As opiniões e projeções mencionadas podem mudar sem aviso prévio. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos, incluindo possibilidade de perda do capital investido.

A Kaza Capital atua como escritório de assessoria de investimentos vinculado ao BTG Pactual.

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