Carteira de Ações Internacionais — Maio 2026: Sem mudanças, com fundamentos resilientes e o ciclo de IA sustentando os lucros
Abril foi um mês de forte recuperação para o mercado americano. O S&P 500 avançou cerca de 9%, impulsionado por uma combinação de temporada de resultados acima do esperado, revisões positivas nas estimativas de lucro e um cenário geopolítico que, apesar de incerto, evoluiu com o cessar-fogo parcial no Oriente Médio. A economia americana demonstrou resiliência, com o PIB do primeiro trimestre crescendo 2,0% anualizado, sustentado por demanda doméstica robusta e investimentos ligados à inteligência artificial.
Nesse contexto, o time de Research do BTG Pactual decidiu manter a Carteira de Ações Internacionais inalterada para maio de 2026. Com 15 BDRs distribuídos entre teses de crescimento em tecnologia, posições defensivas em consumo e saúde, e large caps de qualidade no setor financeiro e industrial, a visão é de que o portfólio está bem balanceado para capturar a continuidade da alta e, ao mesmo tempo, preservar capital em cenários de maior volatilidade.
BDRs · S&P 500 · IA · Big Techs
EUA: passando no teste de resiliência
O cenário macroeconômico americano em abril combinou incerteza geopolítica com dados de atividade surpreendentemente fortes. O conflito no Oriente Médio seguiu como a principal variável de curto prazo, mas a definição de um cessar-fogo — ainda que sem acordo formal de paz — trouxe algum alívio. As negociações entre os EUA e o Irã, contudo, voltaram a travar no final do mês.
Apesar desse pano de fundo, o PIB do primeiro trimestre reforçou a percepção de uma economia resiliente. O crescimento de 2,0% anualizado foi sustentado por uma demanda doméstica privada que avançou 2,5%, com contribuição relevante dos investimentos relacionados à inteligência artificial. O BTG Pactual projeta crescimento de aproximadamente 2,75% para 2026, acima do consenso de mercado.
Inflação e juros nos EUA
A inflação permanece pressionada: o PCE subiu para 3,5% na base anual, impulsionado pelos preços de energia. O Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75% com tom mais restritivo, sinalizando baixa probabilidade de cortes no curto prazo. A avaliação do BTG Pactual é de que não haverá cortes de juros nos EUA ao longo de 2026.
Do lado do mercado de trabalho, o desemprego em 4,3% foi descrito como baixo e próximo da taxa natural, o que dá ao banco central americano espaço para manter a política monetária no nível atual sem preocupação imediata com o emprego. A transição na presidência do Fed, prevista para os próximos meses, pode trazer mudanças na comunicação e elevar a volatilidade entre reuniões.
Temporada de resultados: sexto trimestre consecutivo de crescimento em dois dígitos
Cerca de 60% das empresas do S&P 500 já divulgaram resultados do primeiro trimestre de 2026, e a temporada caminha para o sexto trimestre consecutivo com crescimento de lucros em dois dígitos. Aproximadamente 81% das companhias superaram as expectativas do mercado, contra uma média histórica de 65%.
O setor de tecnologia segue como principal catalisador, com crescimento de lucro líquido de cerca de 46% na comparação anual — acima da estimativa inicial do consenso. O setor de energia também se destacou, com expansão de aproximadamente 31% nos lucros, refletindo a alta recente dos preços do petróleo.
As grandes empresas de tecnologia: resultados acima do consenso
As maiores empresas de tecnologia do mundo entregaram resultados acima das expectativas, com destaque para a aceleração dos serviços de computação em nuvem e a intensificação dos investimentos em IA. Os principais provedores de cloud registraram crescimentos expressivos (entre 28% e 63% no trimestre), enquanto os planos de investimento em data centers somam centenas de bilhões de dólares para 2026. O consenso estima que o capex combinado dessas empresas chegue a cerca de US$ 715 bilhões no ano.
A revisão positiva nas expectativas de lucro do S&P 500 para 2026 — de 15,3% para aproximadamente 19% — reforça a percepção de sustentação do ciclo de investimentos em IA Generativa. O múltiplo P/L do índice, em 22x, está dentro da média histórica de cinco anos, o que sustenta a visão construtiva do BTG Pactual para o mercado americano no horizonte de longo prazo.
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Como a carteira está distribuída
A carteira de maio mantém 15 BDRs sem alterações em relação ao mês anterior. A alocação reflete um equilíbrio entre teses de crescimento de longo prazo (impulsionadas pelo ciclo de IA), posições defensivas e exposição a setores cíclicos de qualidade. Confira a distribuição setorial:
Tecnologia
41%
Cinco posições que capturam o ciclo de investimentos em IA: a líder global em GPUs para data centers, a maior fabricante de semicondutores do mundo, duas gigantes de software e nuvem, e uma empresa focada em memória de alta performance para IA.
Comunicação / Mídia Digital
16%
Duas plataformas líderes em publicidade digital e busca na web, ambas com forte integração de IA nos produtos e serviços de nuvem em rápida expansão.
Financeiro
13%
Dois grandes bancos americanos: um líder em investment banking com múltiplos atrativos em ciclo de reabertura de mercados de capitais, e outro com resultados acima do consenso e receita de juros resiliente.
Consumo (E-commerce + Defensivo)
16%
Uma gigante do e-commerce com nuvem em aceleração, a maior varejista do mundo com ganho de market share entre consumidores de alta renda, e uma fabricante de bebidas com poder de precificação e 63 anos consecutivos de aumento de dividendos.
Saúde
4%
Uma tese defensiva com modelo de negócios resiliente, forte geração de caixa e mais de seis décadas consecutivas de aumento nos pagamentos de dividendos. Baixa volatilidade em cenários de incerteza.
Indústria / Defesa + Mineração
10%
Uma fornecedora global de defesa e aviação, posicionada para capturar o aumento estrutural dos gastos militares, e a maior mineradora de ouro do mundo, com geração de caixa robusta e hedge contra incerteza geopolítica.
Por que a carteira não mudou este mês
A decisão de manter a carteira inalterada se baseia em três pilares, segundo o BTG Pactual.
Primeiro, os fundamentos das empresas seguem resilientes. A temporada de resultados do primeiro trimestre mostrou que cerca de 81% das empresas superaram as expectativas, com lucros crescendo em dois dígitos pelo sexto trimestre consecutivo. As grandes empresas de tecnologia, que representam a maior alocação da carteira, entregaram resultados acima do consenso com destaque para a aceleração dos serviços de nuvem e a demanda por infraestrutura de IA.
Segundo, o valuation do S&P 500 permanece dentro da média histórica. O múltiplo P/L de 22x para 2026 está em linha com a média dos últimos cinco anos, e a expectativa de crescimento de lucros de aproximadamente 19% oferece suporte para os níveis atuais de preço.
Terceiro, a composição da carteira já contempla proteção contra cenários adversos. A presença de posições defensivas — como uma empresa farmacêutica de baixa volatilidade, uma varejista com forte proposta de valor e uma fabricante de bebidas com poder de precificação — oferece resiliência caso o cenário geopolítico se deteriore ou a inflação persista acima do esperado.
Performance em abril
A carteira avançou 7,9% em abril, levemente acima do BDRX (7,8%). No ano, a carteira acumula queda de 5,9%, contra -4,4% do benchmark. Desde o início (julho de 2021), o retorno acumulado é de 92,8%, contra 87,1% do BDRX — uma diferença de 5,7 pontos percentuais.
Leitura estratégica
A carteira de ações internacionais do BTG Pactual para maio reflete uma convicção central: o ciclo de investimentos em inteligência artificial é estrutural e ainda está longe de se esgotar. Com 41% alocados em tecnologia e 16% em comunicação/mídia digital, mais da metade do portfólio está posicionada para capturar a continuidade desse movimento — sustentado por capex recorde das grandes empresas e demanda crescente por infraestrutura de IA.
Ao mesmo tempo, a presença de posições defensivas (saúde, consumo básico, mineração de ouro) e cíclicas de qualidade (bancos, indústria de defesa) confere ao portfólio a capacidade de absorver choques. Em um cenário onde o Fed mantém juros elevados, a inflação segue pressionada e o conflito no Oriente Médio permanece como variável de risco, essa diversificação é mais do que prudente — é estratégica.
Para o investidor brasileiro, a exposição a ativos internacionais via BDRs continua sendo uma ferramenta importante de diversificação cambial e acesso a setores com dinâmicas de crescimento que não existem no mercado doméstico. A carteira completa com os 15 BDRs recomendados está disponível para clientes da Kaza Capital.
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Fonte: Carteira de Ações Internacionais, BTG Pactual Equity Research, 04 de maio de 2026. Dados: Bloomberg, BTG Pactual.
Este conteúdo foi elaborado pela Kaza Capital com base no relatório público do BTG Pactual e tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. As opiniões e projeções aqui mencionadas são do time de Research do BTG Pactual e podem mudar sem aviso prévio. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos, incluindo possibilidade de perda do capital investido. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, consulte um assessor credenciado.
A Kaza Capital atua como escritório de assessoria de investimentos vinculado ao BTG Pactual.