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Carteira Small Caps Maio 2026: veja as small caps recomendadas pelo BTG Pactual

Por Thaís Marinho

Carteira Recomendada
Maio de 2026

Carteira Recomendada de Small Caps — Maio 2026: Tecnologia e saneamento entram no lugar de varejo de moda e serviços de RH

Abril foi um mês desafiador para as small caps brasileiras. O índice SMLL recuou 3,2%, ficando atrás do Ibovespa (-0,1%), em um ambiente onde a incerteza sobre o ritmo de corte dos juros e a volatilidade no cenário político penalizaram as empresas de menor capitalização com mais intensidade. A Carteira de Small Caps do BTG Pactual caiu 2,5% no período, superando o benchmark, mas ainda refletindo a pressão generalizada sobre o segmento.

Para maio, o time de Research do BTG Pactual fez duas substituições na carteira: saíram uma varejista de moda e uma empresa de gestão de serviços terceirizados, dando lugar a uma companhia de tecnologia focada em pagamentos e SaaS e a uma empresa de saneamento com potencial de expansão de múltiplos via eficiência operacional e dinâmica política. A carteira segue com 10 ações igualmente ponderadas (10% cada), mantendo o foco em empresas com valor de mercado abaixo de R$ 15 bilhões e valuations descontados em relação ao potencial de crescimento.

Carteira Recomendada de Small Caps — BTG Pactual Research

10 ações para maio
Publicada em 04 de maio de 2026

Small Caps · SMLL · Crescimento · Valuation

O cenário para small caps: valuations descontados com catalisadores à frente

As small caps brasileiras acumulam desempenho inferior ao Ibovespa no ano — alta de apenas 2,4% contra 16,3% do índice principal. Essa defasagem se explica, em parte, pelo fato de que o fluxo estrangeiro, principal motor da alta da bolsa em 2026, tende a se concentrar nas empresas de maior liquidez e capitalização. Empresas menores, por natureza, dependem mais do apetite do investidor local — que tem sido cauteloso diante da inflação persistente e do ciclo de juros ainda elevado.

Contudo, é justamente nesse descolamento que reside a oportunidade. Muitas das empresas selecionadas para a carteira negociam a múltiplos significativamente abaixo de suas médias históricas, com crescimento de lucros projetado acima de dois dígitos nos próximos anos. O ciclo de queda da Selic, mesmo que gradual, tende a beneficiar essas companhias de forma desproporcional, tanto pela redução do custo de capital quanto pela revalorização dos fluxos de caixa de longo prazo.

Track record da carteira

Desde julho de 2010, a Carteira de Small Caps do BTG Pactual acumula retorno de 6.248,7%, contra 207,4% do Ibovespa e 107,7% do SMLL no mesmo período. No acumulado de 2026, a carteira sobe 6,3%, acima do SMLL (2,4%), embora abaixo do Ibovespa (16,3%).

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Como a carteira está distribuída

A carteira de maio mantém 10 ações com peso igual de 10% cada, abrangendo oito setores distintos. A diversificação setorial é uma característica intencional: no universo de small caps, onde a volatilidade individual é maior, a distribuição equilibrada entre temas diferentes reduz o risco de concentração.

Serviços Básicos / Saneamento

20%

Duas companhias de saneamento com catalisadores de privatização ou ganho de eficiência. Uma com modelo de privatização definido e potencial de valorização via crescimento da base de ativos. Outra negociando com desconto expressivo e potencial de expansão de múltiplos superior a 50%.

Varejo (Fitness + Farmácia)

20%

Uma rede de academias líder na América Latina, com tese de crescimento estrutural e margens em expansão. E uma rede de farmácias em nova fase pós-reestruturação, com crescimento forte de lucros projetado e exposição ao segmento de GLP-1.

Construção Civil (Baixa Renda)

10%

Uma construtora focada no segmento de habitação popular, beneficiada pelo programa MCMV, com margens em recuperação e valuation atrativo. Tese de reestruturação concluída com sucesso.

Agronegócio

10%

Uma empresa integrada do agro com atuação em insumos, processamento de soja e produção de etanol de milho. Catalisadores nos próximos trimestres incluem melhora de margens de esmagamento e nova planta como avenida de crescimento.

Saúde / Odontologia

10%

Uma empresa de planos odontológicos em processo de transformação de mix de negócios, com caixa líquido, ausência de dívida e resultados beneficiados por juros elevados. Parcerias com líderes da cadeia de saúde como opcionalidade de médio prazo.

Bancos / TMT / Educação

30%

Um banco focado em crédito consignado privado com margens elevadas e valuation descontado. Uma empresa de tecnologia em pagamentos e SaaS com crescimento de dois dígitos — novidade do mês. E uma empresa de educação em desalavancagem acelerada com fluxo de caixa yield de 20%.

O que mudou de abril para maio

A carteira de maio teve duas substituições, mantendo oito das dez posições anteriores. Os pesos permaneceram iguais (10% cada).

Saída: uma varejista de moda (10%)
Uma rede de varejo de moda que integrava a carteira foi retirada para dar lugar a uma tese com perfil de crescimento mais previsível e menor sensibilidade ao ambiente macro de curto prazo.

Saída: uma empresa de gestão de serviços terceirizados (10%)
Uma companhia do setor de serviços de RH e gestão terceirizada também saiu da carteira, liberando espaço para a inclusão de uma tese com catalisadores políticos e potencial de expansão de múltiplos.

Entrada: uma empresa de tecnologia em pagamentos e SaaS (10%)
A novata do setor de tecnologia combina crescimento de dois dígitos, rentabilidade elevada e retorno ao acionista — um conjunto raro entre as small caps de tecnologia no Brasil. A empresa apresenta valuation atrativo em todas as métricas e deve reportar crescimento superior a 15% no primeiro trimestre, impulsionado pelo bom desempenho em pagamentos digitais e soluções de software como serviço.

Entrada: uma companhia de saneamento com potencial de revalorização (10%)
A segunda novidade é uma empresa de saneamento que negocia com desconto expressivo em relação ao seu potencial. Segundo o BTG Pactual, caso a companhia convergisse seu resultado operacional para o nível regulatório e reduzisse ineficiências de investimento, o potencial de expansão de múltiplos seria superior a 60%. O principal evento do ano para a empresa será de natureza política: a disputa pelo governo estadual pode levar investidores a precificar uma gestão mais eficiente ou avanços rumo à privatização. Em ambos os cenários, o potencial de valorização é significativo.

As teses que sustentam a carteira

As oito posições mantidas revelam convicções consistentes em diferentes setores. No saneamento, a companhia com modelo de privatização definido segue na carteira pelos catalisadores esperados nos próximos meses. No varejo, a rede de academias permanece como uma das principais histórias de crescimento no segmento da América Latina, enquanto a rede de farmácias entra em nova fase pós-reestruturação com crescimento forte de lucros e oportunidades no segmento de medicamentos para obesidade.

No agronegócio, os catalisadores incluem melhora nas margens de processamento de soja e a contribuição de uma nova planta de etanol de milho. Na saúde, a empresa de planos odontológicos oferece uma relação de risco-retorno atrativa com opcionalidade de transformação do mix. O banco focado em consignado segue entregando resultados fortes e com valuation descontado apesar de nova regulamentação. Na construção civil, a construtora de baixa renda mantém tese de recuperação com apoio do programa habitacional. E na educação, a empresa em desalavancagem oferece um dos maiores yields de fluxo de caixa do mercado, com potencial benefício do ciclo eleitoral de 2026.

Performance em abril

A carteira recuou 2,5% em abril, acima do SMLL (-3,2%) e abaixo do Ibovespa (-0,1%). Os destaques positivos foram uma empresa de saúde/odontologia (+13,6%) e um banco de consignado (+9,8%). No lado negativo, redes de varejo e uma construtora foram os maiores detratores.

Leitura estratégica

A carteira de Small Caps do BTG Pactual para maio reflete uma tese clara: no universo de empresas menores, a seleção ativa importa mais do que em qualquer outro segmento. Com o SMLL acumulando apenas 2,4% no ano contra 16,3% do Ibovespa, o investidor que simplesmente compra o índice perde oportunidades relevantes que só aparecem na análise fundamentalista individual.

As trocas do mês ilustram essa abordagem. Ao substituir varejo de moda e serviços de RH por tecnologia de pagamentos e saneamento com catalisador político, o BTG Pactual migra de teses mais dependentes do ciclo econômico para posições com catalisadores específicos e maior previsibilidade de resultados. O perfil médio da carteira — empresas negociando entre 5x e 12x lucros projetados, com crescimento de dois dígitos — oferece uma assimetria favorável que se torna ainda mais atrativa à medida que a Selic recua.

O track record de mais de 15 anos da carteira, com retorno acumulado superior a 6.000%, demonstra que a disciplina de seleção no segmento de small caps pode gerar valor extraordinário no longo prazo. A carteira completa com as 10 ações recomendadas está disponível para clientes da Kaza Capital.

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Fonte: Carteira Recomendada de Ações — Small Caps, BTG Pactual Equity Research, 04 de maio de 2026. Dados: Economática, BTG Pactual.

Este conteúdo foi elaborado pela Kaza Capital com base no relatório público do BTG Pactual e tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. As opiniões e projeções aqui mencionadas são do time de Research do BTG Pactual e podem mudar sem aviso prévio. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos, incluindo possibilidade de perda do capital investido. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, consulte um assessor credenciado.

A Kaza Capital atua como escritório de assessoria de investimentos vinculado ao BTG Pactual.

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