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Petrobras segue na liderança das carteiras de dividendos pelo terceiro mês seguido

Por Thaís Marinho

Mercados • Ações
Agosto 2026

Levantamento com 14 carteiras recomendadas mostra que Petrobras segue como a ação mais indicada por bancos e corretoras para quem busca dividendos, posição que já dura três meses. Vale e Allos aparecem logo atrás, disputando a segunda colocação.

Um mapeamento conduzido junto a 14 instituições financeiras revela que a preferência do mercado por Petrobras (PETR4) como pagadora de proventos segue estável. A estatal ocupou o primeiro lugar do ranking em maio, junho e julho, e repete o feito em agosto, somando dez recomendações entre as carteiras analisadas.

A permanência no topo tem relação direta com a leitura que casas de análise fazem sobre o momento operacional da companhia. Entre os fatores citados estão a expectativa de produção dentro ou acima do teto do guidance para 2026 e a entrada de novas unidades de produção previstas para 2027.

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O que sustenta a aposta em Petrobras

Segundo o BTG Pactual, a convicção na tese de investimento da Petrobras se fortaleceu recentemente. Entre os pontos destacados pelo banco está a capacidade da empresa de se beneficiar de margens de refino mais elevadas, já que cerca de 70% de sua produção abastece as próprias refinarias.

“Acreditamos que o mercado ainda não reconheceu a relevância dos preços elevados de combustíveis para sua tese de investimento, especialmente porque acreditamos que margens de refino mais altas podem ajudar o breakeven de fluxo de caixa livre da Petrobras a cair para mais perto de US$ 60 por barril”, avaliam os analistas do BTG Pactual.

O banco projeta ainda uma redução da dívida bruta da estatal para próximo de US$ 65 bilhões, com estimativas de dividend yield ao redor de 10% tanto para 2026 quanto para 2027. Já a XP Investimentos aponta a Petrobras como uma das opções com melhor relação entre risco e retorno diante do cenário de instabilidade geopolítica entre Estados Unidos e Irã.

Vale e Allos disputam a segunda posição

Logo atrás da Petrobras, Vale (VALE3) e Allos (ALOS3) empatam com nove recomendações cada uma entre as 14 carteiras consultadas. Para a mineradora, a Empiricus Research destaca a combinação entre liderança global na produção de minério de ferro e exposição a cobre e níquel, o que amplia as frentes de valorização da tese.

“A Vale combina elevada geração de caixa e potencial de retorno ao acionista próximo de dois dígitos, sustentado por dividendos recorrentes e eventuais distribuições adicionais”, afirma a casa de análise.

No caso da Allos, o Safra chama atenção para a disciplina de custos e a alocação eficiente de capital como pilares da tese. O banco menciona ainda a venda de ativos não estratégicos, usada para recompra de ações e redução do endividamento, hoje em patamar considerado confortável.

“A empresa possui portfólio dominante, além de uma estrutura mais enxuta, com potencial melhora esperada a partir deste ano”, pontuam os analistas do Safra, que também citam a nova política de dividendos da companhia, com yield estimado próximo de 12% neste ano.

Entender o cenário é o primeiro passo para decisões mais seguras.

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O ranking completo de agosto

Além do trio na liderança, outras ações também aparecem com frequência nas carteiras voltadas a dividendos. Itaúsa (ITSA4) soma sete indicações, enquanto Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Axia Energia (AXIA3) aparecem com seis recomendações cada.

Empresa Ticker Recomendações
Petrobras PETR4 10
Vale VALE3 9
Allos ALOS3 9
Itaúsa ITSA4 7
Bradesco BBDC4 6
Itaú Unibanco ITUB4 6
Axia Energia AXIA3 6

O levantamento considerou as carteiras divulgadas pelas mesmas 14 instituições ao longo dos últimos meses. Em maio, primeiro mês mapeado na série, foram 34 ações diferentes indicadas, somando 101 recomendações.

A recorrência de nomes como Petrobras, Vale e os bancos no topo das carteiras de dividendos reflete uma preferência do mercado por empresas com geração de caixa consistente e políticas de distribuição já consolidadas, características frequentemente associadas a estratégias de renda passiva no médio e longo prazo.

Movimentos de mercado exigem visão de longo prazo.

Entenda como esse cenário pode se conectar à sua estratégia de investimentos.

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Fonte: Money Times.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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