Conteúdo

Raízen busca trégua com credores e pede recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas

Por Thaís Marinho

Empresas • Crédito


Março de 2026

Raízen entra com recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

Empresa busca standstill de 90 dias para negociar com credores e reorganizar estrutura financeira

A Raízen protocolou um pedido de recuperação extrajudicial no Tribunal de Justiça de São Paulo com o objetivo de renegociar aproximadamente R$ 65 bilhões em dívidas. A solicitação prevê a suspensão temporária de pagamentos enquanto a companhia negocia um plano de reestruturação com seus credores.

A empresa também solicitou um período de standstill de 90 dias, durante o qual pretende interromper o pagamento de juros e principal das obrigações incluídas no processo.

Controlada por Cosan e Shell, a Raízen atua nos segmentos de etanol, açúcar, distribuição de combustíveis e geração de energia renovável.

Resumo dos fatos

  • Raízen pediu recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões
  • Empresa busca standstill de 90 dias
  • Mais de 40% dos credores já aderiram ao plano
  • Moody’s rebaixou rating para Caa3

Reorganização financeira em andamento

O processo de recuperação extrajudicial permite que a companhia negocie diretamente com seus credores, evitando um processo mais amplo de recuperação judicial.

Segundo informações divulgadas, a empresa já obteve adesão de mais de 40% dos credores envolvidos. Para aprovação do plano, é necessário o apoio de mais da metade dos créditos abrangidos.

A estrutura da dívida envolve instituições financeiras e investidores do mercado de capitais, incluindo debêntures, CRAs e títulos emitidos no exterior.

Eventos de crédito e reestruturação financeira podem impactar diretamente a percepção de risco e o comportamento dos ativos no mercado.


Fale com um assessor da Kaza Capital para avaliar como esses cenários podem influenciar sua estratégia patrimonial.

Rebaixamento de rating

No mesmo dia do pedido, a agência Moody’s rebaixou o rating corporativo da Raízen de Caa1 para Caa3, com perspectiva negativa.

A nova classificação indica elevado risco de crédito, refletindo o cenário financeiro da companhia e a necessidade de renegociação com credores.

Contexto de mercado

Com cerca de R$ 65 bilhões em dívidas incluídas nas negociações, o caso da Raízen se tornou o maior processo de recuperação extrajudicial em andamento no Brasil.

O movimento ocorre em um cenário de custos financeiros elevados e maior necessidade de ajuste de passivos por parte de empresas.

No mesmo período, o GPA também anunciou processo semelhante, envolvendo aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas.

Leitura para o investidor

Processos de reestruturação financeira tendem a impactar a percepção de risco no mercado e exigem acompanhamento atento por parte dos investidores.

Segundo análises do Research do BTG Pactual, eventos dessa natureza reforçam a importância de diversificação, análise de crédito e alinhamento da carteira ao perfil e horizonte de investimento.


Acompanhar o mercado exige informação de qualidade.

Conte com a Kaza Capital para decisões alinhadas ao seu perfil e objetivos.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

Não perca tempo

Entre em contato agora mesmo

Fale com um especialista

    Também podem te interessar

    Leia outras postagens

    Lula afirma estar preparado para reeleição e deixa decisão final nas mãos do PT

    Ibovespa supera recorde real de 2008 e atinge 199 mil pontos pela primeira vez na história

    Petróleo recua abaixo de US$ 100 com mercado apostando em saída diplomática entre EUA e Irã