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Trump dá ultimato ao Irã e mercados aguardam semana densa de indicadores globais

Por Thaís Marinho

Geopolítica • Internacional
Abril 2026

Tensões no Oriente Médio voltam a dominar o noticiário com o ultimato de Trump ao Irã, enquanto o Brasil e o mundo enfrentam uma semana carregada de dados econômicos — do Boletim Focus ao PCE americano.

A segunda semana de abril começa sob o peso de uma disputa geopolítica que ganhou novos contornos durante o final de semana. A busca por um piloto desaparecido se transformou em crise diplomática entre Irã e Estados Unidos, com o desfecho sendo o resgate do soldado pelas forças americanas. O episódio escalou rapidamente e colocou os mercados globais em estado de atenção.

O presidente americano Donald Trump foi além: lançou um ultimato público ao Irã, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz em 48 horas, sob ameaça de represálias severas. Com o prazo expirando próximo das 10h desta segunda-feira, os investidores aguardam a coletiva de imprensa marcada por Trump para as 13h (horário de Washington), equivalente a 14h no horário de Brasília — já com os mercados em pleno funcionamento.

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Foco nos dados domésticos: Focus, PMIs e ISM

No cenário interno, a agenda desta segunda-feira começa às 9h com a divulgação do Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central que consolida as expectativas de analistas do mercado financeiro. Na leitura anterior, as projeções avançaram em quase todas as frentes: a estimativa para a inflação em 2026 subiu pela terceira semana consecutiva, passando de 4,17% para 4,31%. O PIB para o ano também foi revisado levemente para cima, de 1,84% para 1,85%. A Selic projetada para o fim do ciclo saltou de 12,25% para 12,50%, enquanto a cotação do dólar permaneceu estável em R$ 5,40.

Às 10h, o mercado recebe os resultados do PMI Composto S&P Global de março — cuja leitura anterior foi de 51,3 — e do PMI do Setor de Serviços S&P Global para o mesmo mês, que havia marcado 53,1. Uma hora depois, às 11h, é divulgado o Índice ISM do setor de serviços nos Estados Unidos, que concentra os principais destaques do dia no calendário americano. Entre eles, o ISM de Atividade Empresarial Não Manufatureira, que registrou 59,9 pontos na última leitura, lidera as atenções. O índice de Novos Pedidos do setor marcou 58,6, enquanto o subíndice de Emprego ficou em 51,8. A projeção para o PMI ISM Não-Manufatura desta leitura é de 54,8, abaixo dos 56,1 anteriores. O componente de preços do segmento permaneceu elevado, em 63,0 pontos, sinalizando pressões inflacionárias persistentes nos serviços americanos.

Vale notar que boa parte da Europa ainda estará em feriado de Páscoa nesta segunda, incluindo Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Portugal, Espanha e Suíça. A paralisação se estende também à Austrália, Hong Kong, China, África do Sul e Nova Zelândia — o que tende a reduzir a liquidez nos mercados internacionais ao longo do dia.

Uma semana de dados que vai além de segunda-feira

O ritmo da semana se intensifica a partir da terça-feira, 7. No exterior, saem os PMIs finais de serviços de março para os principais países da zona do euro — Alemanha, França e Reino Unido. Nos Estados Unidos, o relatório ADP de criação de empregos privados em março será monitorado como antecipação ao payroll oficial. No Brasil, entra em cena a balança comercial de março, com dados sobre o desempenho do comércio exterior.

Na quarta-feira, 8, o mercado doméstico recebe o IGP-DI de março e o Índice de Commodities do Banco Central, ambos relevantes para avaliar a pressão sobre preços e insumos. Do outro lado do Atlântico, o destaque é a divulgação da ata do Federal Reserve, que deve trazer detalhes sobre as discussões internas a respeito da trajetória dos juros americanos.

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PCE americano e IPCA brasileiro fecham a semana

A quinta-feira, 9, concentra os indicadores mais aguardados nos Estados Unidos. O PIB final do quarto trimestre de 2025 será confirmado, mas o principal ponto de atenção é o PCE de fevereiro — o índice de inflação de consumo pessoal, considerado a referência favorita do Federal Reserve para calibrar a política monetária. Completam o dia os pedidos semanais de auxílio-desemprego e os dados de gastos e rendimento pessoal. Na agenda internacional, a China divulga o IPC e o IPP de março, oferecendo um retrato da dinâmica de preços na maior economia asiática.

A semana encerra na sexta-feira, 10, com dois eventos de peso. No Brasil, sai o IPCA de março — e analistas apontam que a alta recente nos preços da gasolina, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras, deve exercer pressão sobre o índice. Nos Estados Unidos, é divulgado o CPI de março, que será o primeiro relatório a capturar de forma mais ampla os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços ao consumidor americano. Para encerrar, a Universidade de Michigan publica a prévia do índice de confiança do consumidor de abril.

Cenários complexos pedem estratégia clara.

Entre tensões geopolíticas e dados econômicos, a Kaza Capital acompanha o mercado para orientar suas decisões com contexto e precisão.

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Fonte: Exame (Rebecca Crepaldi).
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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