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Trump afirma que Irã concordou em não desenvolver armas nucleares; Teerã nega diálogo direto

Por Thaís Marinho
Cenário Internacional • Geopolítica • Petróleo
Março de 2026

No 25º dia de guerra no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 24, que representantes do Irã teriam concordado que o país “nunca” desenvolverá armas nucleares. A declaração foi feita durante um evento na Casa Branca.

Segundo Trump, interlocutores iranianos estariam em diálogo com Washington e teriam apresentado posições consideradas coerentes pelo governo americano. O presidente destacou que uma das principais exigências dos Estados Unidos para encerrar o conflito envolve a impossibilidade de o Irã desenvolver armamento nuclear.

Apesar das declarações, representantes de Teerã negaram a existência de contato direto com a Casa Branca e afirmaram que qualquer tentativa de diálogo partiu dos Estados Unidos.

Negociações e divergências

As falas do presidente americano ocorrem em meio a um cenário de negociações indiretas e continuidade das tensões militares. Trump afirmou que, embora não confie nos interlocutores iranianos, acredita na possibilidade de um acordo.

Durante o mesmo evento, o presidente mencionou que o Irã teria oferecido aos Estados Unidos um “grande presente” com valor econômico relevante, relacionado aos setores de petróleo e gás. Ele não detalhou o conteúdo, mas associou o gesto ao fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz.

O estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde transita parcela significativa do petróleo global. A região permanece sob tensão desde o início do conflito, no fim de fevereiro.

Movimentações militares

Paralelamente às declarações, o governo dos Estados Unidos avalia o envio da 82ª Divisão Aerotransportada ao Oriente Médio. Segundo informações da imprensa americana, ainda não há decisão final sobre o uso das tropas em território iraniano.

Relatos indicam que cerca de 3 mil militares podem ser deslocados para apoiar operações já em andamento desde o fim de fevereiro, em coordenação com Israel. As discussões incluem possíveis atuações em áreas estratégicas, como a ilha de Kharg, importante polo petroleiro iraniano.

Na segunda-feira, Trump anunciou o adiamento por cinco dias de ataques contra usinas elétricas iranianas, condicionando a medida ao desbloqueio do estreito de Ormuz.

Reação do mercado de petróleo

O petróleo voltou a subir com força após as declarações e a continuidade das tensões na região. O Brent, referência global, avançou 4,55%, sendo negociado a US$ 104,49 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 4,79%, a US$ 92,35.

A movimentação reflete a sensibilidade do mercado às incertezas envolvendo o Oriente Médio, especialmente em relação à oferta e ao fluxo global de energia.

O conflito no Oriente Médio segue como um dos principais fatores de risco para o mercado global, com impactos diretos sobre energia, logística e estabilidade geopolítica.

Fonte: Exame, agências EFE e AFP.

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem considerar o perfil do investidor, seus objetivos e horizonte de tempo.

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