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Arsenal nuclear dos EUA: 5.177 ogivas e três formas de lançamento

Por Thaís Marinho
GEOPOLÍTICA • INTERNACIONAL
Abril 2026

Declarações recentes da Casa Branca reacenderam o debate sobre o poderio atômico norte-americano, que soma mais de cinco mil ogivas distribuídas em mísseis, submarinos e aeronaves.

A presidência dos Estados Unidos se viu obrigada a desmentir, nesta terça-feira (7), especulações de que o país estaria considerando o emprego de armas nucleares contra o Irã. O pronunciamento veio após falas do presidente Donald Trump, que mencionou a possibilidade de destruição de “toda uma civilização”, e do vice-presidente JD Vance, que fez referência a “alternativas no arsenal ainda não empregadas”.

O episódio trouxe de volta ao centro das discussões o tamanho e a capacidade do arsenal atômico de Washington — o segundo maior do planeta, atrás apenas do russo.

Tensões geopolíticas impactam diretamente os mercados globais e a estratégia de portfólio.

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Dimensão do arsenal e capacidade de lançamento

De acordo com a Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (ICAN), coalizão de organizações não governamentais dedicada à eliminação desse tipo de armamento, os Estados Unidos possuem atualmente 5.177 ogivas nucleares. A Rússia lidera o ranking global, com 5.580 unidades.

O arsenal norte-americano conta com três vetores de entrega: mísseis balísticos intercontinentais, submarinos equipados com capacidade nuclear e aeronaves. Os mísseis intercontinentais ficam alocados em silos subterrâneos nos estados de Montana, Dakota do Norte e Wyoming.

Em termos financeiros, o governo destinou cerca de 56,8 bilhões de dólares em 2024 para a construção e manutenção de suas forças nucleares, segundo dados oficiais.

Único país a usar armas atômicas em combate

Os Estados Unidos permanecem como a única nação que empregou armamento nuclear em um conflito real. Nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, duas bombas atômicas atingiram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, provocando a morte imediata ou nos meses subsequentes de mais de 200 mil pessoas. Milhares de outras vítimas faleceram em decorrência de doenças ligadas à exposição radioativa. A grande maioria dos atingidos era civil.

Entre 1945 e 1992, o país conduziu 1.030 testes nucleares, predominantemente no estado de Nevada e nas Ilhas Marshall. Outros locais utilizados incluíram as ilhas Malden e Kiritimati, além de regiões do Alasca, Colorado, Mississippi, Novo México e do Oceano Atlântico, conforme registros do próprio governo americano.

Entender o cenário geopolítico é parte essencial do planejamento patrimonial.

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Posição de Washington frente ao tratado de proibição

Apesar de ser a principal potência militar e econômica global, os Estados Unidos não assinaram nem ratificaram o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN). Desde 2018, o país vota de forma contrária à resolução anual da Assembleia Geral da ONU que acolhe a adoção do tratado.

Segundo levantamento da ICAN, apenas nove nações detêm armas nucleares atualmente: Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte.

Cenários complexos pedem estratégia clara.

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Fonte: Exame; ICAN.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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