Abril 2026
Índice brasileiro recuperou terreno nos minutos finais do pregão desta terça-feira (7), impulsionado por sinais de negociação diplomática no Oriente Médio, enquanto o câmbio fechou com leve pressão de alta.
O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira com variação positiva de 0,05%, aos 188.258,91 pontos — marcando a máxima do dia justamente no fechamento. A recuperação nos últimos minutos de negociação esteve ligada à expectativa de avanço em tratativas de cessar-fogo na região do Oriente Médio.
No câmbio, o dólar à vista terminou cotado a R$ 5,1550, registrando alta de 0,16% frente ao real. O mercado doméstico operou dividido entre o cenário eleitoral, novas medidas governamentais voltadas ao controle dos preços de combustíveis e indicadores econômicos divulgados ao longo do dia.
Movimentos de mercado exigem acompanhamento contínuo e visão estratégica.
Balança comercial fica abaixo do esperado em março
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 6,405 bilhões em março. O número ficou aquém da mediana do mercado, que apontava para saldo positivo de US$ 7,55 bilhões, segundo a pesquisa Projeções Broadcast. Em fevereiro, o resultado havia sido de US$ 4,208 bilhões.
Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, “os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses”. O MDIC também atualizou suas projeções para o ano e agora estima saldo positivo de US$ 72,1 bilhões em 2026 — valor próximo ao piso da estimativa anterior, publicada em janeiro.
Destaques do pregão: Suzano recua 6% após rebaixamento
Entre os papéis que compõem o Ibovespa, a Suzano (SUZB3) registrou queda de 6%, após o Bank of America (BofA) rebaixar a recomendação dos papéis de compra para neutra. A equipe de analistas do banco também reduziu o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57 — um corte de R$ 25. A ação foi a mais negociada da B3 no dia, com 56.239 negócios e giro financeiro de R$ 2,121 bilhões.
Na ponta negativa, MRV (MRVE3) liderou as perdas, pressionada pela divulgação da prévia operacional do primeiro trimestre de 2026. Já na ponta positiva, Braskem (BRKM5) encabeçou as altas, em movimento de recuperação após as perdas registradas no pregão anterior.
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Wall Street opera sem direção clara em dia de tensão diplomática
As bolsas norte-americanas tiveram mais uma sessão de volatilidade, marcada por novas declarações do presidente Donald Trump. Pela manhã, o mandatário afirmou que “toda a civilização morrerá hoje à noite” caso um acordo com o Irã não fosse alcançado, em publicação na rede social Truth. O prazo final estipulado por Trump para as negociações se encerrava às 21h (horário de Brasília).
No fim da tarde, o Paquistão solicitou uma extensão de duas semanas para as tratativas. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou ao Axios que Trump foi comunicado da proposta e que uma resposta seria dada. Os índices de Nova York fecharam mistos: o Dow Jones recuou 0,18%, aos 46.584,46 pontos; o S&P 500 subiu 0,08%, aos 6.616,85 pontos; e o Nasdaq avançou 0,10%, aos 22.017,84 pontos.
Europa e Ásia refletem cautela global
Na Europa, os mercados retomaram as atividades após o feriado prolongado com perdas generalizadas diante das incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,01%, encerrando aos 590,59 pontos.
Na Ásia, a sessão foi mista no primeiro pregão da semana. O Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.
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Fonte: Money Times; Secex/MDIC.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.