Abril 2026
Índice brasileiro renovou máxima histórica ao tocar 195.378 pontos no pregão desta quinta-feira, enquanto o dólar recuou para R$ 5,07 — menor patamar em quase dois anos.
O principal indicador da bolsa brasileira atingiu território inédito nesta quinta-feira, 9, impulsionado por uma combinação de fatores internos e externos. Por volta das 13h15 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava valorização de 1,4%, aos 194.834 pontos. Na máxima intradiária, o índice tocou os 195.378 pontos, estabelecendo novo recorde.
O fôlego adicional veio da recuperação dos mercados americanos, que reverteram as perdas do início do dia e passaram a operar em alta. O S&P 500 avançava 0,62%, o Nasdaq Composite subia 0,77% e o Dow Jones ganhava 0,57%. A mudança de sinal em Nova York coincidiu com a moderação nos preços do petróleo, que haviam pressionado os índices globais durante a manhã.
Movimentos de mercado exigem acompanhamento contínuo e visão estratégica.
Petróleo perde força e alivia pressão sobre os índices
O barril do Brent, referência internacional, chegou a se aproximar dos US$ 100 durante a manhã, mas perdeu ímpeto e passou a ser negociado com alta de apenas 1%, na casa dos US$ 95. A desaceleração do movimento foi decisiva para destravar o apetite por risco nos mercados acionários.
Na bolsa brasileira, os papéis da Petrobras mantinham ganhos superiores a 2%, embora abaixo das máximas registradas no período matutino, acompanhando a acomodação da commodity. Paralelamente, o dólar comercial aprofundou a queda frente ao real e atingiu R$ 5,07 — recuo de 0,66% e menor cotação em quase dois anos. A moeda americana também perdia terreno frente a divisas de países desenvolvidos.
Tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores
O cenário geopolítico continuou como pano de fundo relevante para os mercados. Investidores monitoravam de perto o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, importante rota para o comércio global de petróleo. Sinalizações do Irã de que a passagem permanecia bloqueada haviam derrubado os índices mais cedo.
O porta-voz do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de descumprir os termos do cessar-fogo de duas semanas, anunciado com aval do presidente Donald Trump na noite de terça-feira. Segundo Teerã, entre as violações estariam a negação do direito iraniano ao enriquecimento de urânio, a continuidade de ataques israelenses no Líbano e a entrada de um drone no espaço aéreo do país — indicando que a distensão celebrada na sessão anterior pode ser mais frágil do que o mercado antecipou.
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Europa devolveu ganhos e encerrou no vermelho
Diferente de Wall Street, as bolsas europeias não conseguiram acompanhar a virada e fecharam o dia em queda, devolvendo parte da euforia da véspera — quando o Stoxx 600 havia saltado 3,7% após o anúncio do cessar-fogo. No encerramento desta quinta-feira, o índice pan-europeu recuou 0,4%.
O DAX alemão liderou as perdas, com baixa de 1,14%, seguido pelo CAC 40 francês, que cedeu 0,22%. O FTSE 100 londrino e o IBEX 35 espanhol registraram recuos mais contidos, de 0,05% e 0,15%, respectivamente. Na contramão, o FTSE MIB italiano encerrou em alta de 0,50%.
O setor de viagens e lazer figurou entre os mais pressionados no continente: as ações da Lufthansa caíram 3,2% e as da Tui recuaram 1,5%, refletindo as dúvidas crescentes sobre a sustentabilidade da trégua no Oriente Médio.
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Fonte: Exame.
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