Carteira Recomendada de Dividendos — Maio 2026: Mais petróleo, menos mineração e a entrada de uma distribuidora de combustíveis
Abril foi um mês positivo para a estratégia de dividendos. Enquanto o Ibovespa recuou 0,1% e o IDIV caiu 1,2%, a Carteira Recomendada de Dividendos do BTG Pactual avançou 0,8% — puxada pelo bom desempenho dos setores de energia elétrica e petróleo. Desde o início, em novembro de 2019, a carteira acumula retorno de 170,6%, contra 113,5% do IDIV e 74,0% do Ibovespa. No acumulado de 2026, a alta é de 19,4%.
Para maio, o time de Research do BTG Pactual fez ajustes na composição setorial da carteira: retirou uma mineradora de ouro e metais preciosos, reduziu o peso de uma grande mineradora de ferro e, com o espaço liberado, dobrou a posição em petróleo e incluiu uma distribuidora de combustíveis. A carteira mantém 12 ações, com forte concentração em serviços básicos e foco em empresas com geração de caixa resiliente e histórico consistente de distribuição de proventos.
Carteira Recomendada de Dividendos — BTG Pactual Research
Dividendos · IDIV · Renda · Geração de Caixa
Dividendos em um cenário de juros ainda altos: por que a estratégia faz sentido
Com a Selic em 14,50% e o ciclo de cortes avançando em ritmo cauteloso, o investidor brasileiro dispõe de alternativas competitivas na renda fixa. Ainda assim, a estratégia de dividendos oferece vantagens que vão além do rendimento corrente: empresas boas pagadoras de proventos tendem a ser negócios maduros, com geração de caixa previsível e menor volatilidade em momentos de estresse — qualidades que ganham importância em um cenário de incerteza política e econômica.
A carteira do BTG Pactual reflete essa filosofia. O foco está em ativos de alta qualidade, com resiliência na entrega de resultados e histórico consistente de distribuição. A seleção combina a análise fundamentalista da equipe de empresas com a visão estratégica do time de alocação, em uma revisão mensal que busca equilibrar rendimento corrente com potencial de valorização.
Performance em abril
A carteira rendeu 0,8% em abril, superando o IDIV (-1,2%) e o Ibovespa (-0,1%). Os destaques positivos foram uma geradora de energia (+6,0%), uma distribuidora estadual privatizada (+4,6%) e uma concessionária de energia (+3,8%). No ano, a carteira acumula alta de 19,4%, contra 13,8% do IDIV.
Desde o início da carteira, em novembro de 2019, o retorno acumulado de 170,6% representa mais do que o dobro do Ibovespa no mesmo período (74,0%) e supera com folga o IDIV (113,5%). Essa consistência reforça a tese de que a seleção ativa de boas pagadoras de dividendos, com disciplina de rebalanceamento mensal, agrega valor ao longo do tempo.
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Como a carteira está distribuída
A carteira de maio mantém 12 ações, com forte exposição a setores regulados e defensivos. A concentração em serviços básicos (35%) reflete a preferência por ativos com fluxos de caixa previsíveis, proteção contra inflação e sensibilidade positiva à queda dos juros de longo prazo. Confira a alocação setorial:
Serviços Básicos / Energia
35%
Quatro empresas do setor elétrico: uma geradora com perfil emergente de dividendos, uma distribuidora privatizada em fase de migração para o Novo Mercado, uma concessionária líder com duration longa e uma companhia de saneamento com catalisador de privatização.
Bancos
20%
Os dois maiores bancos privados do país. O primeiro é a principal escolha do setor, com balanço sólido e retornos consistentes. O segundo está em trajetória de recuperação de resultados e oferece dividend yield projetado acima de 7%.
Petróleo & Gás
10%
A maior petroleira do país, com portfólio pré-sal de baixo custo, dividend yield estimado acima de 7% para 2026 e potencial catalisador eleitoral. Peso dobrado em relação ao mês anterior.
Infraestrutura / Concessões
10%
Uma operadora de concessões rodoviárias que passou por racionalização de portfólio, com expansão de margens acima do esperado e pipeline robusto de leilões como catalisador.
Shoppings
10%
Uma operadora de shopping centers em transição de estratégia de crescimento para valor, com guidance de dividend yield de 12% para 2026 — ainda não totalmente precificado pelo mercado.
Mineração / Construção / Combustíveis
15%
Uma mineradora global com dividend yield de 8%, uma construtora popular com crescimento forte de lucros e uma distribuidora de combustíveis com momento operacional positivo — esta última é a novidade do mês.
O que mudou de abril para maio
A carteira de maio teve três movimentações: uma saída, uma entrada e um rebalanceamento de pesos. A lógica por trás dos ajustes aponta para uma redução da exposição a commodities metálicas e um reforço em teses de geração de caixa doméstica.
Saída: uma mineradora de ouro e metais preciosos (5%)
A posição em uma produtora de ouro com operações na América Latina foi encerrada. A saída abre espaço para uma nova tese com perfil de geração de caixa mais previsível no curto prazo.
Entrada: uma distribuidora de combustíveis (5%)
A novidade da carteira é uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil. Segundo o BTG Pactual, a empresa está bem posicionada em um mercado mais apertado, com estratégia competitiva de suprimento que tem sustentado resultados sólidos. As estimativas apontam para margens operacionais em patamar elevado, o que deve manter o momento positivo de resultados nos próximos trimestres. Apesar de algum consumo de capital de giro, a geração de fluxo de caixa livre segue robusta.
Rebalanceamento: menos mineração de ferro, mais petróleo
A carteira reduziu a posição na maior mineradora do país de 10% para 5% e, ao mesmo tempo, dobrou a exposição na maior petroleira de 5% para 10%. O movimento reflete a preferência por um ativo com dividend yield superior, proteção contra o cenário geopolítico no Oriente Médio e potencial de catalisador via eleições. A mineradora, embora siga com fundamentos sólidos e preço do minério acima de US$ 100/tonelada, perdeu peso relativo na composição da carteira.
As teses que sustentam a carteira
A espinha dorsal da carteira permanece inalterada e revela uma convicção clara: serviços básicos e energia são o terreno ideal para quem busca dividendos com previsibilidade.
No setor de energia elétrica, a carteira reúne quatro perfis complementares. Uma geradora que está nos estágios iniciais de uma transformação em pagadora de dividendos robustos, beneficiada por preços de energia mais altos e maior volatilidade no sistema. Uma distribuidora estadual privatizada que segue cumprindo metas pós-privatização e tem como catalisadores a migração para o Novo Mercado e a nova política de dividendos. Uma concessionária líder do setor, com duration superior a 10 anos, proteção total contra inflação e sensibilidade limitada à desaceleração econômica. E uma companhia de saneamento cujo projeto de privatização foi definido e pode gerar valorização significativa via crescimento da base de ativos e redução de despesas operacionais.
Nos bancos, a combinação do maior banco privado — com balanço sólido e pronto para acelerar crescimento — com o segundo maior, em trajetória de recuperação de resultados, oferece dividend yield médio projetado acima de 7% para 2026. No segmento imobiliário, a operadora de shoppings com guidance de yield de 12% funciona como uma posição defensiva com características de renda fixa, beneficiada pelo ambiente de queda de juros.
Mapa de proventos — 2026 até abril
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a carteira distribuiu R$ 7,73 por ação em proventos, equivalente a um dividend yield de 1,5%. Em 2025, o acumulado foi de R$ 31,44 por ação (10,5% de yield). A expectativa é de que a inclusão de posições com maior geração de caixa mantenha o ritmo de distribuição ao longo do ano.
Leitura estratégica
A carteira de dividendos de maio transmite uma mensagem clara: em um ambiente de incerteza, priorize a geração de caixa. Ao substituir uma mineradora de ouro por uma distribuidora de combustíveis e reforçar a posição em petróleo em detrimento da mineração de ferro, o BTG Pactual opta por empresas cujos fluxos de caixa são mais previsíveis e menos dependentes de variáveis externas como o preço de commodities metálicas.
A concentração de 35% em serviços básicos reforça essa visão. São empresas com contratos regulados, reajuste por inflação e demanda resiliente — características que se traduzem em dividendos mais estáveis. Quando combinadas com bancos (20%), petróleo (10%) e shoppings (10%), formam um portfólio que equilibra rendimento corrente com potencial de valorização.
Para o investidor que busca construir uma estratégia de renda com ações, a disciplina de seleção é tão importante quanto o dividend yield isolado. Uma empresa que paga proventos elevados mas com lucros em declínio é uma armadilha. O valor de uma carteira como essa está justamente na combinação de yield atrativo com qualidade de resultados e sustentabilidade de payouts ao longo do tempo.
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Fonte: Carteira Recomendada de Dividendos, BTG Pactual Equity Research, 04 de maio de 2026. Dados: Economática, Bloomberg, BTG Pactual.
Este conteúdo foi elaborado pela Kaza Capital com base no relatório público do BTG Pactual e tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. As opiniões e projeções aqui mencionadas são do time de Research do BTG Pactual e podem mudar sem aviso prévio. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos, incluindo possibilidade de perda do capital investido. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, consulte um assessor credenciado.
A Kaza Capital atua como escritório de assessoria de investimentos vinculado ao BTG Pactual.