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Ciclo de 4 Anos do Bitcoin: O Padrão de 1.064 dias de Alta e 364 dias de Baixa que Voltou a se Confirmar

Por Alexsander

₿ Criptoativos & Macro

08 de Julho de 2026

Com o Bitcoin negociando ~50% abaixo da máxima histórica de outubro de 2025 e o relógio do ciclo em 94% do percurso, o que os dados dos últimos três ciclos revelam sobre o momento atual?

JG
Jonatas Girade
Jonatas Girade
Co-editor · Kaza Capital

O Bitcoin negocia em torno de US$ 63.500 nesta semana de 8 de julho de 2026, quase 50% abaixo da máxima histórica de US$ 126 mil registrada em outubro de 2025 e acumula uma queda superior a 30% no ano. O movimento está sendo associado pelos analistas ao chamado “ciclo de 4 anos”: um padrão histórico que, nos três ciclos anteriores, somou em média 1.064 dias de fase de alta para cada 364 dias de fase de baixa. O relógio marca hoje o dia 1.339 dos 1.428 previstos, ou seja, estamos a aproximadamente 94% do percurso total do ciclo.

US$ 63.507
Preço Base Atual
~50%
Queda vs ATH
1.339
Dia do Ciclo (de 1.428)
Extremo
Fear & Greed

O Relógio do Ciclo: 94% do percurso concluído

Gráfico O Relógio do Ciclo - 94% Percorrido

O gráfico acima detalha a distribuição analítica dos dias do ciclo atual, divididos entre a fase de aceleração (alta) e as duas fases de contração (baixa realizada e a projetada).

  • Alta (1.064 dias): Do fundo de nov/2022 ao topo de out/2025.

  • Baixa realizada (275 dias): De out/2025 até hoje.

  • Baixa projetada (89 dias): Saldo estimado até o fundo do ciclo (~out/2026).

O Fator Halving e a origem da tese

O Bitcoin foi programado para operar com escassez crescente. A cada quatro anos, ocorre o Halving, uma redução de 50% na recompensa paga aos mineradores. O último ocorreu em abril de 2024. A restrição da oferta estrutural costuma gerar ciclos de reprecificação internacional intensos.

Transparência Analítica

Vale um parêntese de honestidade intelectual: esse modelo (1.064/364) não nasceu em um paper acadêmico de Wall Street. Foi formulado de forma anônima num fórum de tecnologia em dezembro de 2023, cravando que o topo ocorreria por volta de outubro de 2025.

O Bitcoin atingiu sua máxima de US$ 126 mil exatamente naquela semana. Embora a amostra seja pequena (três ciclos), a simetria validada forçou as mesas institucionais a monitorarem a tese de perto.

Os Três Ciclos, Dia a Dia

Ciclo 1: 2015 → 2018

O fundo foi cravado em 2015 (US$ 200). Após 1.064 dias, atingiu o topo histórico em dez/2017. Em seguida, 365 dias de queda varreram ~83% do prêmio, levando o ativo ao piso em dez/2018.

Ciclo 2: 2018 → 2022

O fundo de dez/2018 serviu de base. Após 1.060 dias de alta pós-pandêmica, alcançou US$ 69 mil em nov/2021. Os 376 dias de desalavancagem que seguiram impuseram queda de ~77%, até nov/2022.

Ciclo 3: 2022 → 2026 (ATUAL)

O fundo da crise da FTX (US$ 15.500) engatilhou o ciclo vigente. Após 1.067 dias, o BTC marcou máxima em out/2025 (US$ 126 mil). Desde então, consumimos ~275 dias de contração. Pela simetria matemática, faltariam ~89 dias de purga para consolidação do novo piso (out/2026).

Radiografia Atual: O rompimento de suportes e o medo

Nos últimos dias, a capitalização do Bitcoin recuou abaixo da Média Móvel de 200 semanas, uma barreira técnica de suporte crítico. O índice Fear & Greed opera no nível de “medo extremo”.

Paralelismos com a Exaustão

Para as mesas institucionais, o cenário remonta a novembro de 2022: desespero do varejo, êxodo em ETFs e o noticiário especulando o colapso do ativo. Exatamente o ambiente capitulatório clássico da janela final dos “364 dias de baixa”.

Alerta: O Bitcoin sob os ETFs (2024-2026) apresenta uma composição acionária drasticamente mais madura que o ativo de 2018. Confundir padrão observacional com lei física é o primeiro passo do erro fiduciário.

O Modelo Está Morto? O debate institucional

Gestores bilionários como Michael Saylor decretaram publicamente: “O ciclo de quatro anos não é mais o modelo dominante.” A tese de ruptura ocorre porque, pela primeira vez na história, o Bitcoin rompeu seu Topo Histórico ANTES do Halving, motivado pela injeção da BlackRock e afins via ETFs de balcão nos EUA.

Argumento Pró-Ciclo
O padrão resistiu à Wall Street

Apesar das distorções de fluxo dos ETFs, a cadência secular não evaporou. A precisão do topo cravado em outubro de 2025 atesta que a inércia algorítmica e comportamental preserva a janela de 1.428 dias operante.

Argumento Contra
O ciclo foi diluído

O mercado institucional alterou a física do ativo. Tesourarias corporativas impõem demandas constantes e regulamentadas. Essa absorção contínua dilui a simetria, podendo estender invernos de volatilidade imprevisíveis.

Perspectiva de Wealth Management

Modelos matemáticos cíclicos atuam como balizadores de contexto, não oráculos exatos. O investidor qualificado utiliza o parâmetro dos “364 dias de purga” não para mirar o piso absoluto do mercado, mas para blindar emocionalmente a alocação de longo prazo. A indagação correta da mesa proprietária hoje não é “quando o mercado voltará a subir?”, mas sim, “o dimensionamento de cripto na minha arquitetura patrimonial suporta a dor de um inverno estendido se a simetria ruir?”

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DISCLAIMER ANALÍTICO E REGULATÓRIO: Este material possui natureza estritamente informacional, técnica e retrospectiva. Não constitui oferta, garantia de liquidez ou recomendação incisiva de alocação no criptoativo citado (Bitcoin/BTC) ou em Fundos de Índice (ETFs) derivativos. A classe de criptoativos transaciona sob matrizes de extrema volatilidade sistêmica e incorre em severos riscos de perda de capital alocado. A exposição deve invariavelmente enquadrar-se aos rigores do Questionário de Perfil de Risco (Suitability) fiscalizado pela CVM. Fontes estruturais: CoinMarketCap e tesourarias institucionais.

Fonte: Market Research Cripto / Editorial Kaza Capital | Julho 2026

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