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Com o Bitcoin negociando ~50% abaixo da máxima histórica de outubro de 2025 e o relógio do ciclo em 94% do percurso, o que os dados dos últimos três ciclos revelam sobre o momento atual?

Co-editor · Kaza Capital
O Bitcoin negocia em torno de US$ 63.500 nesta semana de 8 de julho de 2026, quase 50% abaixo da máxima histórica de US$ 126 mil registrada em outubro de 2025 e acumula uma queda superior a 30% no ano. O movimento está sendo associado pelos analistas ao chamado “ciclo de 4 anos”: um padrão histórico que, nos três ciclos anteriores, somou em média 1.064 dias de fase de alta para cada 364 dias de fase de baixa. O relógio marca hoje o dia 1.339 dos 1.428 previstos, ou seja, estamos a aproximadamente 94% do percurso total do ciclo.
O Relógio do Ciclo: 94% do percurso concluído

O gráfico acima detalha a distribuição analítica dos dias do ciclo atual, divididos entre a fase de aceleração (alta) e as duas fases de contração (baixa realizada e a projetada).
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Alta (1.064 dias): Do fundo de nov/2022 ao topo de out/2025.
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Baixa realizada (275 dias): De out/2025 até hoje.
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Baixa projetada (89 dias): Saldo estimado até o fundo do ciclo (~out/2026).
O Fator Halving e a origem da tese
O Bitcoin foi programado para operar com escassez crescente. A cada quatro anos, ocorre o Halving, uma redução de 50% na recompensa paga aos mineradores. O último ocorreu em abril de 2024. A restrição da oferta estrutural costuma gerar ciclos de reprecificação internacional intensos.
Transparência Analítica
Vale um parêntese de honestidade intelectual: esse modelo (1.064/364) não nasceu em um paper acadêmico de Wall Street. Foi formulado de forma anônima num fórum de tecnologia em dezembro de 2023, cravando que o topo ocorreria por volta de outubro de 2025.
O Bitcoin atingiu sua máxima de US$ 126 mil exatamente naquela semana. Embora a amostra seja pequena (três ciclos), a simetria validada forçou as mesas institucionais a monitorarem a tese de perto.
Os Três Ciclos, Dia a Dia
Ciclo 1: 2015 → 2018
O fundo foi cravado em 2015 (US$ 200). Após 1.064 dias, atingiu o topo histórico em dez/2017. Em seguida, 365 dias de queda varreram ~83% do prêmio, levando o ativo ao piso em dez/2018.
Ciclo 2: 2018 → 2022
O fundo de dez/2018 serviu de base. Após 1.060 dias de alta pós-pandêmica, alcançou US$ 69 mil em nov/2021. Os 376 dias de desalavancagem que seguiram impuseram queda de ~77%, até nov/2022.
Ciclo 3: 2022 → 2026 (ATUAL)
O fundo da crise da FTX (US$ 15.500) engatilhou o ciclo vigente. Após 1.067 dias, o BTC marcou máxima em out/2025 (US$ 126 mil). Desde então, consumimos ~275 dias de contração. Pela simetria matemática, faltariam ~89 dias de purga para consolidação do novo piso (out/2026).
Radiografia Atual: O rompimento de suportes e o medo
Nos últimos dias, a capitalização do Bitcoin recuou abaixo da Média Móvel de 200 semanas, uma barreira técnica de suporte crítico. O índice Fear & Greed opera no nível de “medo extremo”.
Paralelismos com a Exaustão
Para as mesas institucionais, o cenário remonta a novembro de 2022: desespero do varejo, êxodo em ETFs e o noticiário especulando o colapso do ativo. Exatamente o ambiente capitulatório clássico da janela final dos “364 dias de baixa”.
Alerta: O Bitcoin sob os ETFs (2024-2026) apresenta uma composição acionária drasticamente mais madura que o ativo de 2018. Confundir padrão observacional com lei física é o primeiro passo do erro fiduciário.
O Modelo Está Morto? O debate institucional
Gestores bilionários como Michael Saylor decretaram publicamente: “O ciclo de quatro anos não é mais o modelo dominante.” A tese de ruptura ocorre porque, pela primeira vez na história, o Bitcoin rompeu seu Topo Histórico ANTES do Halving, motivado pela injeção da BlackRock e afins via ETFs de balcão nos EUA.
O padrão resistiu à Wall Street
Apesar das distorções de fluxo dos ETFs, a cadência secular não evaporou. A precisão do topo cravado em outubro de 2025 atesta que a inércia algorítmica e comportamental preserva a janela de 1.428 dias operante.
O ciclo foi diluído
O mercado institucional alterou a física do ativo. Tesourarias corporativas impõem demandas constantes e regulamentadas. Essa absorção contínua dilui a simetria, podendo estender invernos de volatilidade imprevisíveis.
Perspectiva de Wealth Management
Modelos matemáticos cíclicos atuam como balizadores de contexto, não oráculos exatos. O investidor qualificado utiliza o parâmetro dos “364 dias de purga” não para mirar o piso absoluto do mercado, mas para blindar emocionalmente a alocação de longo prazo. A indagação correta da mesa proprietária hoje não é “quando o mercado voltará a subir?”, mas sim, “o dimensionamento de cripto na minha arquitetura patrimonial suporta a dor de um inverno estendido se a simetria ruir?”
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Soluções da Kaza Capital
A Kaza Capital é um escritório de assessoria de investimentos vinculado ao BTG Pactual. Desenvolvemos estratégias robustas para clientes de alta renda, com arquitetura aberta em ativos globais, focando na blindagem e perpetuidade do patrimônio.
Fonte: Market Research Cripto / Editorial Kaza Capital | Julho 2026