Agosto 2026
Nova rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus mostra Lula e Flávio Bolsonaro separados por apenas um ponto percentual num eventual segundo turno, dentro da margem de erro. Os dois nomes seguem, no entanto, como os mais rejeitados entre os presidenciáveis.
A disputa pela Presidência da República segue sem um favorito definido. O décimo levantamento BTG Pactual/Nexus, divulgado nesta segunda-feira (24), voltou a mostrar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados num cenário hipotético de segundo turno.
De acordo com os dados, o presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% do senador — uma diferença de apenas um ponto percentual em relação à semana anterior, quando Lula somava 47% e Flávio, 44%. Como a margem de erro do estudo é de dois pontos para mais ou para menos, o cenário já era considerado de empate técnico na medição anterior.
Cenários eleitorais indefinidos costumam impactar diretamente o mercado financeiro.
Rejeição segue como o principal desafio dos dois líderes
Mesmo empatados na preferência de voto, Lula e Flávio Bolsonaro continuam concentrando os maiores índices de rejeição entre os candidatos mapeados pela pesquisa. O percentual de eleitores que afirmam não votar em Lula em hipótese alguma subiu de 48% para 49%, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro recuou de 50% para 48%.
O potencial de voto — soma de quem já vota ou poderia vir a votar no candidato — permaneceu estável em 50% para o presidente e recuou de 48% para 47% no caso do senador. O levantamento ouviu 2.006 eleitores com mais de 16 anos, por telefone, entre a sexta-feira (21) e o domingo (23), em todo o território nacional, com índice de confiança de 95%.
Outras combinações de segundo turno testadas
Além do confronto direto com Flávio Bolsonaro, o instituto testou outros três cenários de segundo turno envolvendo o presidente. Contra o governador Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com vantagem de 46% a 42% — ante 45% a 42% na pesquisa anterior — configurando também um empate técnico.
Já diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a diferença é mais ampla: 47% a 40%, acima da margem de erro, frente a 46% a 41% no levantamento passado. No confronto com Renan Santos (Missão), Lula lidera por 47% a 35%, número próximo aos 47% a 36% da rodada anterior.
Acompanhar o cenário político faz parte de um planejamento patrimonial consistente.
Primeiro turno: Lula lidera, mas distância diminui
No cenário de primeiro turno com os 12 nomes mapeados pela pesquisa, sem a presença de Pablo Marçal, Lula mantém a liderança com 41% — o mesmo porcentual registrado no levantamento de 17 de agosto. Flávio Bolsonaro aparece logo atrás, com 37%, ante 36% na medição anterior, reduzindo a distância entre os dois.
Mais distantes na disputa aparecem Caiado, estável em 5%, Renan Santos, que caiu de 4% para 3%, e Zema, também em queda, de 4% para 3%. Augusto Cury (Avante) subiu de 1% para 2%, enquanto Samara Martins (UP) permaneceu com 1%. Os demais candidatos — Rui Costa Pimenta, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias e Wilson Grassi Júnior — somaram 0% cada.
No cenário alternativo que inclui Pablo Marçal — cuja candidatura ainda depende de decisões judiciais e eleitorais —, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 34%. Caiado aparece com 5% e o próprio Marçal soma 4%, à frente de Renan Santos (3%), Zema e Augusto Cury (2% cada).
Decisão de voto está mais consolidada
A pesquisa também indica que a decisão de voto entre os eleitores está mais firme do que em rodadas anteriores. Entre os que mencionaram algum candidato, 80% afirmam que não devem mudar de escolha até a eleição — o maior patamar da série iniciada em março —, ante 78% na medição de uma semana antes. Outros 19% dizem que ainda podem mudar de ideia.
Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado cita o nome sem estímulo de uma lista, Lula manteve 38% das menções, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 29% para 31%. Esse formato costuma refletir com mais precisão o comportamento do eleitor, já que reproduz a ausência de sugestões existente nas urnas eletrônicas.
O cenário eleitoral segue, portanto, em aberto e sujeito a novas oscilações nas próximas semanas, conforme o país avança no calendário rumo às eleições.
Cenários políticos e econômicos exigem visão de longo prazo.
Entenda como o momento atual pode se conectar à sua estratégia de investimentos.
Fonte: Seu Dinheiro; Money Times.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.