Abril 2026
Documentos enviados à CPI do Crime Organizado revelam que o Banco Master efetuou 22 repasses ao escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, totalizando R$ 80,2 milhões entre 2024 e 2025.
Dados extraídos da declaração de Imposto de Renda do banco de Daniel Vorcaro — cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central — mostram que a banca Barci de Moraes Sociedade de Advocacia recebeu pagamentos mensais de R$ 3.646.529,72 ao longo de 22 meses consecutivos. O período abrange de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, mês em que a instituição financeira teve sua liquidação decretada.
A informação foi antecipada pelo portal G1 e confirmada pelo Estadão, com base em documentos encaminhados ao Senado no âmbito da CPI do Crime Organizado. O escritório de Viviane Barci de Moraes contestou os valores em nota, classificando as informações como “incorretas e vazadas ilicitamente”, e ressaltou que dados fiscais são protegidos por sigilo.
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Contrato previa repasses milionários por três anos
A relação comercial entre o Master e o escritório da advogada já havia sido noticiada em dezembro pelo jornal O Globo, que revelou a existência de um contrato firmado no início de 2024 com previsão de pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões durante um período de três anos. Os documentos agora obtidos pela CPI detalham os valores efetivamente transferidos até a interrupção provocada pela liquidação do banco.
Voos em aeronaves ligadas ao banqueiro
Além dos pagamentos advocatícios, documentos da CPI, da Aeronáutica e de empresas de táxi aéreo indicam que o ministro e sua esposa utilizaram pelo menos oito voos em aeronaves particulares de uma empresa ligada a Vorcaro, entre maio e outubro de 2025. Um dos registros aponta que Moraes viajou de Brasília a São Paulo em agosto de 2025 em avião de empresa da qual Vorcaro era sócio. No dia seguinte, segundo mensagem de Vorcaro enviada à então namorada, Martha Graeff, teria ocorrido uma reunião entre o banqueiro e o ministro.
O escritório de Viviane Barci afirmou, em nota da semana passada, que “contrata diversos serviços de táxi aéreo” e que a empresa Prime Aviation já esteve entre os prestadores utilizados. Segundo a banca, “todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”.
Já o gabinete de Moraes declarou que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia”. A nota, porém, não abordou especificamente os voos realizados em aeronaves registradas em nome de empresa da qual Vorcaro era sócio, nem se pronunciou sobre o deslocamento ocorrido na véspera do suposto encontro.
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Patrimônio imobiliário do casal cresceu 266% desde 2017
Levantamento do Estadão, baseado em contratos de compra registrados em cartório, aponta que o patrimônio imobiliário de Moraes e Viviane cresceu 266% desde que o ministro tomou posse no STF, em março de 2017. Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões. Nos últimos cinco anos, foram desembolsados R$ 23,4 milhões na aquisição de casas, terrenos, apartamentos e salas comerciais em Brasília e São Paulo — todas as compras realizadas à vista.
O ministro e a advogada foram procurados por meio de suas assessorias de imprensa para comentar as informações, mas não se manifestaram.
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Fonte: Estadão Conteúdo, via Money Times.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.