Maio 2026
Banco reforça aposta em papéis atrelados ao IPCA e ao CDI de empresas com geração de caixa previsível e mantém foco em setores defensivos como infraestrutura, energia e agronegócio.
O BTG Pactual divulgou a atualização mensal da sua seleção de títulos de crédito privado incentivado, com recomendações voltadas a investidores que buscam retornos acima da inflação em um ambiente de juros ainda elevados. A carteira de maio preserva a estratégia de concentrar posições em empresas com alta previsibilidade de receita e balanços sólidos, priorizando debêntures, CRAs e outros instrumentos isentos de imposto de renda.
A novidade do mês é a entrada de um papel da Autopista Litoral Sul (PLSB1A), concessão rodoviária sob controle da Arteris. Na avaliação do banco, o ativo combina um prêmio de crédito interessante com fundamentos operacionais favoráveis: trata-se de uma concessão já consolidada, com fluxo de veículos robusto e demanda por investimentos reduzida nos próximos anos.
Entender o cenário é o primeiro passo para decisões mais seguras.
O que sustenta a tese da Autopista Litoral Sul
Segundo o BTG, a conclusão do Contorno de Florianópolis — obra de grande porte entregue em 2024 — representou um divisor de águas para o perfil financeiro da concessionária. Com a infraestrutura já implantada, a necessidade de novos aportes de capital diminuiu significativamente, liberando espaço para uma geração de caixa mais consistente até o encerramento do contrato.
Outro ponto destacado pelo banco é a relevância logística do trecho operado, que conecta os corredores entre Curitiba e Florianópolis. A elevada presença de veículos pesados na rodovia confere à demanda um caráter mais estrutural, menos sujeito às oscilações típicas dos ciclos econômicos.
Infraestrutura e energia seguem como pilares da carteira
Além da nova inclusão, o BTG manteve posições em nomes ligados a transporte e transmissão de energia. No caso do MetrôRio, o banco aponta a extensão do prazo de concessão até 2048 e a unificação operacional de três linhas como fatores que ampliam a visibilidade das receitas. A criação de mecanismos de divisão de risco com o governo estadual também é vista como um elemento de proteção adicional.
Na transmissão de energia, a Rialma permanece entre as recomendações. O projeto de linhas entre Bahia e Minas Gerais avançou à frente do cronograma original, com custos de construção abaixo das estimativas iniciais. A presença de garantias bancárias até a entrega final do empreendimento reforça a segurança do papel, segundo a avaliação do banco.
A distribuidora Energisa Paraíba também segue na carteira, apoiada na fiança da holding Energisa e no perfil maduro de suas concessões.
Mudanças estruturais impactam diferentes classes de ativos.
Agronegócio e telecom complementam a seleção
No segmento agrícola, o banco preservou a exposição via CRAs da 3tentos e da SLC Agrícola. A primeira se destaca pela estratégia de verticalização e pelo potencial de crescimento ligado à produção de biocombustíveis e etanol de milho. Já a SLC é reconhecida pela liderança em área plantada e pelos índices de produtividade acima da média setorial, com histórico de alavancagem controlada.
Na área de telecomunicações, a Vero segue presente com um título prefixado. A operadora de fibra óptica vem ampliando sua base de assinantes após a integração com a Americanet, e o BTG enxerga espaço para ganhos adicionais no contexto de consolidação do mercado de provedores regionais de internet no Brasil.
Seletividade como palavra de ordem
De acordo com o BTG, a estratégia permanece centrada em ativos que ofereçam equilíbrio entre risco, retorno e liquidez. Com a curva de juros ainda pressionada, o banco reforça que o momento exige critério na escolha de papéis e atenção redobrada à qualidade de crédito dos emissores. A carteira contempla títulos indexados ao IPCA, ao CDI e prefixados, com ratings que variam de A+ a AAA e prazos de vencimento entre 2030 e 2048.
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Fonte: Money Times; BTG Pactual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.