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Citi eleva preço-alvo da Vale e mantém visão positiva para os ADRs da mineradora

Por Thaís Marinho

MERCADOS • AÇÕES
Abril 2026

Banco norte-americano revisou para cima o valor esperado dos recibos de ações da Vale negociados em Nova York, de US$ 14 para US$ 18, e manteve indicação de compra para o papel.

O Citi atualizou nesta segunda-feira (6) sua avaliação sobre a Vale (VALE3), ampliando o preço-alvo dos ADRs — recibos de ações negociados na bolsa de Nova York — de US$ 14 para US$ 18. A recomendação de compra foi mantida. Na leitura do banco, a mineradora brasileira segue como uma das opções mais resilientes dentro de um setor historicamente marcado por oscilações bruscas.

No pregão desta segunda, os papéis da companhia operavam em leve baixa. Por volta das 14h (horário de Brasília), VALE3 recuava 0,51% no Ibovespa, cotada a R$ 83,12, enquanto o ADR na Nyse caía 0,65%, negociado a US$ 16,08. A sessão contou com liquidez reduzida no mercado de minério de ferro, já que a bolsa de Dalian, na China, permaneceu fechada por feriado.

Movimentos de mercado exigem acompanhamento contínuo e visão estratégica de portfólio.

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Geração de caixa como principal argumento

O ponto central da tese do Citi está na capacidade da Vale de converter suas operações em fluxo de caixa consistente. A mineradora aposta em extrair valor de ativos já em funcionamento, em vez de direcionar capital para projetos de construção desde o início — estratégia que, segundo o banco, reduz a exposição a riscos e aumenta a previsibilidade dos resultados.

“Mantemos recomendação de compra para a Vale, vendo a ação relativamente protegida em relação à maioria das outras mineradoras”, afirmou a instituição em relatório. Para 2027, o Citi projeta um Ebitda de US$ 17,2 bilhões, considerando o minério de ferro a US$ 100 por tonelada. O fluxo de caixa livre estimado é de US$ 4,4 bilhões, o que representa um retorno de 6%. Excluindo desembolsos com indenizações ligadas a acidentes com barragens, o montante sobe para US$ 7 bilhões, com yield de 10%.

Pressão nos custos é ponto de atenção

Na atualização de estimativas para o primeiro trimestre de 2026, o Citi projeta um Ebitda de US$ 4 bilhões para a Vale — avanço anual de 28,4%. A produção esperada gira entre 68 milhões e 69 milhões de toneladas, com preço realizado de US$ 96 por tonelada, praticamente estável na base anual.

Entretanto, o lado dos custos acende um sinal de alerta. A combinação de câmbio desfavorável, encarecimento de combustíveis e aumento nos gastos com produção tende a pressionar as margens nos próximos trimestres. Segundo o banco, cada elevação de US$ 10 no preço do barril de petróleo adiciona aproximadamente US$ 0,90 por tonelada ao custo do minério produzido pela companhia.

Outro fator no radar é a operação da planta de pelotização da Vale em Omã, que tem enfrentado interrupções em razão do conflito no Oriente Médio. O Citi pondera, contudo, que parte dessa perda pode ser compensada com aumento de produção na unidade de Tubarão, no Espírito Santo.

Entender o cenário é o primeiro passo para decisões mais seguras.

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Metais básicos ganham relevância no resultado

A divisão de metais básicos da mineradora, a Vale Base Metals (VBM), aparece como um contrapeso positivo no cenário atual. O Citi projeta desempenho sólido da subsidiária, puxado principalmente pelo cobre — tanto em volume quanto em cotação. Níquel e subprodutos também devem contribuir para o resultado consolidado.

A própria Vale sinalizou, na semana anterior, que a VBM deve responder por algo entre 30% e 35% do Ebitda total da companhia a partir de 2035. Para o exercício corrente, a expectativa é que a subsidiária represente 26% da geração operacional do grupo.

Desconto frente aos pares globais persiste

Mesmo com a recuperação recente dos ADRs — que saíram da casa dos US$ 13 no fim de 2025 para cerca de US$ 16 atualmente —, o Citi avalia que a Vale segue negociando abaixo do patamar justo. O novo preço-alvo de US$ 18 considera um múltiplo de 6 vezes EV/Ebitda, o que ainda representa uma diferença de aproximadamente 15% em relação aos concorrentes internacionais.

Entre os riscos mapeados pelo banco estão eventuais mudanças tributárias e regulatórias, a volatilidade nos preços das commodities e oscilações cambiais. A instituição também mantém uma visão mais cautelosa para o minério de ferro no médio prazo e observa que as operações fora desse segmento ainda entregam retornos aquém do ideal. Ainda assim, no balanço geral, o Citi enxerga mais espaço para valorização do que para perdas nos patamares atuais.

Cenários complexos pedem estratégia clara.

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Fonte: Money Times.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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