Começou a contagem regressiva para a decisão mais importante do mês. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, sua primeira reunião do ano para definir o patamar da taxa básica de juros, a Selic.

Com o anúncio oficial agendado para o final da tarde de quarta-feira (28), o mercado financeiro já firmou um consenso quase unânime: a Selic deve ser mantida em 15% ao ano. Se confirmado, será a quarta reunião consecutiva sem alterações na taxa. Porém, o verdadeiro “jogo” não está no número, mas sim no texto do comunicado que acompanhará a decisão.

Por que a Manutenção é o Cenário Base?

Apesar da inflação dar sinais de trégua, o Banco Central adota a postura de “cautela máxima”. Os principais fatores que seguram os juros nas alturas incluem:

  • Inflação de Serviços: O Boletim Focus desta semana projetou o IPCA de 2026 em queda para 4%, mas a inflação de serviços (preços de salão, escolas, aluguéis) continua resistente, exigindo juros altos para desaquecer o consumo.
  • Cenário Fiscal: A incerteza sobre o cumprimento das metas fiscais do governo ainda gera um prêmio de risco na curva de juros futura, impedindo cortes agressivos agora.
  • Cautela Externa: Com o Federal Reserve (EUA) sinalizando juros altos por mais tempo lá fora, o BC brasileiro evita cortar taxas precocemente para não provocar uma desvalorização cambial (alta do Dólar).

O Que Procurar no Comunicado?

A grande expectativa de bancos como Itaú e BTG Pactual está nas “entrelinhas”. O mercado espera que o Copom retire a expressão “manutenção por tempo prolongado” do texto e comece a sinalizar que um ciclo de cortes pode começar já na próxima reunião, em março.

📉 Projeção Futura: O mercado encerra a semana projetando que a Selic termine 2026 em 12,25%. Ou seja, a “tesoura” vai entrar em ação, a dúvida é apenas se o primeiro corte virá em março ou maio.

Como Isso Afeta Seus Investimentos?

  • Renda Fixa: Com a Selic travada em 15% por mais 45 dias, ativos pós-fixados (LFT, CDBs %CDI) continuam entregando uma rentabilidade bruta excepcional de mais de 1% ao mês com baixo risco.
  • Pré-Fixados: Se o comunicado vier mais “brando” (Dovish), sinalizando cortes em breve, as taxas dos títulos pré-fixados podem cair na quinta-feira, gerando valorização na marcação a mercado.

A Selic vai cair em breve. Você já travou taxas altas na sua carteira antes que elas desapareçam?

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Disclaimer: Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Avalie sempre os riscos e consulte uma assessoria especializada.

Fonte: Boletim Focus / Valor Econômico