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Conflito no Oriente Médio já gerou ao menos US$ 25 bilhões em perdas para empresas ao redor do mundo

Por Thaís Marinho
Geopolítica • Empresas
Maio 2026

Levantamento da Reuters contabiliza quase 280 companhias que já adotaram medidas defensivas em resposta ao encarecimento de energia, à ruptura logística e à pressão sobre margens provocados pela guerra entre EUA, Israel e Irã.

O custo corporativo da guerra no Oriente Médio começa a ganhar contornos mais nítidos. Segundo levantamento da Reuters, baseado em comunicados oficiais de empresas desde o início do conflito, o impacto acumulado sobre companhias globais já alcança ao menos US$ 25 bilhões. O cálculo considera efeitos diretos sobre custos de energia, interrupções em cadeias produtivas e o encarecimento de rotas comerciais — especialmente aquelas dependentes do Estreito de Ormuz.

O mapeamento identificou ao menos 279 empresas que citaram a guerra como motivador para decisões operacionais e financeiras. As respostas vão desde reajustes de preços e redução de linhas de produção até suspensão de dividendos, interrupção de programas de recompra de ações, concessão de férias coletivas, aplicação de sobretaxas de combustível e solicitações de suporte governamental.

Mudanças estruturais no cenário global impactam diferentes classes de ativos.

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Barril acima de US$ 100 redesenha a equação de custos

O petróleo figura como o principal canal de transmissão do conflito para a economia real. Com a escalada das hostilidades e as restrições impostas ao tráfego no Estreito de Ormuz, o barril ultrapassou a marca de US$ 100 — uma valorização superior a 50% em relação ao patamar pré-guerra.

O encarecimento da commodity repercutiu em cadeia. Fretes marítimos subiram, insumos industriais ficaram mais caros e setores como fertilizantes, alumínio e petroquímicos sentiram o peso da alta nos custos de produção. Analistas ouvidos pela Reuters avaliam que a persistência desse quadro tende a alimentar pressões inflacionárias e comprimir o consumo em escala global.

Aviação concentra o maior volume de perdas

Entre os setores mapeados, o de aviação aparece como o mais atingido, respondendo por cerca de US$ 15 bilhões do total estimado. A conta é puxada principalmente pelo salto no preço do querosene de aviação, que acompanhou a disparada do petróleo e elevou de forma significativa os custos operacionais das companhias aéreas.

Montadoras de veículos, indústrias químicas e fabricantes de bens de consumo também relataram impactos relevantes em seus balanços e projeções. Nomes como Toyota e Procter & Gamble figuram entre as multinacionais que revisaram suas estimativas de lucro diante do novo patamar de custos operacionais.

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Efeito completo ainda não apareceu nos balanços

Apesar da dimensão dos números, analistas consultados pela Reuters ressaltam que os custos ainda não foram integralmente refletidos nos resultados financeiros das companhias. As projeções de margem, contudo, já começaram a ser revisadas para baixo, sobretudo nos setores industrial e de consumo.

Economistas destacam que a combinação de energia mais cara, logística sob estresse e demanda enfraquecida pode comprometer os lucros corporativos nos próximos trimestres. O risco, segundo essas avaliações, se intensifica caso o conflito se prolongue — cenário que se soma a um ambiente global já fragilizado por choques recentes como a pandemia e a guerra na Ucrânia.

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Fonte: Exame.

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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