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Carteira de Fundos Imobiliários Maio 2026: veja os FIIs recomendados pelo BTG Pactual

Por Thaís Marinho

Carteira Recomendada
Maio de 2026

Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários — Maio 2026: Recebíveis na liderança e a aposta em shoppings com dividendos represados

O mercado de fundos imobiliários encerrou abril em terreno negativo, com o IFIX recuando 1,53% no mês. A pressão veio de um cenário macroeconômico ainda desafiador: inflação persistente, especialmente em serviços, e um ciclo de corte de juros que, embora em andamento, avança em ritmo mais cauteloso do que o mercado gostaria. Ainda assim, no acumulado do ano o índice acumula alta de 4,1%, sustentado pela perspectiva de que a Selic seguirá em trajetória descendente ao longo de 2026.

Nesse contexto, o time de Research do BTG Pactual publicou a atualização mensal da Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários para maio de 2026. A carteira manteve a alocação em 16 fundos, com ajustes pontuais no segmento de shopping centers: uma redução parcial de posição para realização de lucros e a inclusão de um fundo com dividendos potencialmente represados. A seguir, detalhamos o cenário e a lógica por trás de cada decisão.

Carteira Recomendada de FIIs — BTG Pactual Research

16 fundos para maio
Publicada em maio de 2026

FIIs · IFIX · Selic · Dividend Yield

O cenário de maio: Selic em queda, inflação em alta e o dilema dos juros

No cenário externo, o Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75%, em linha com as expectativas. A postura segue cautelosa diante de uma inflação ainda acima da meta, pressionada pelo choque energético recente, e de um mercado de trabalho que começa a dar sinais de desaceleração. Os economistas do BTG Pactual avaliam que o Fed deve manter os juros inalterados ao longo de 2026, sem espaço para novos cortes no curto prazo.

No Brasil, o Copom deu continuidade ao ciclo de flexibilização monetária, reduzindo a Selic em 25 pontos-base para 14,50% ao ano. A comunicação do comitê trouxe um tom levemente mais brando, mantendo a sinalização de continuidade do ajuste mesmo em ambiente de incerteza elevada. A projeção do BTG Pactual é de que a Selic possa encerrar 2026 em 13,00%, embora os riscos sejam assimétricos — a inflação persistente, especialmente em serviços e núcleos, pode limitar a extensão total do ciclo de cortes.

Inflação: o dado que preocupa

O IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, com alta disseminada entre bens industriais, alimentos e serviços — elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,14%. Já o IPCA-15 de abril veio em 0,89%, abaixo do esperado, mas com deterioração qualitativa nos núcleos. A projeção do BTG Pactual para o IPCA de 2026 é de 4,8%, com viés de alta.

Do lado da atividade econômica, os dados seguem robustos. O mercado de trabalho permanece aquecido, com forte geração de empregos e ganhos reais de salários acima da produtividade. Esse cenário de hiato do produto positivo reforça a leitura de que, embora o ciclo de corte de juros esteja em curso, o ritmo será gradual e dependente da evolução dos indicadores de inflação nos próximos meses.

O mercado de FIIs em números

O IFIX negocia com P/VPA médio de 0,93x e dividend yield de 11,6% nos últimos 12 meses. A carteira do BTG Pactual, por sua vez, apresenta P/VPA ponderado de 0,94x e dividend yield anualizado de 11,3% — com liquidez média diária ponderada de R$ 9,8 milhões.

A performance setorial em abril foi heterogênea. Os segmentos de fundos híbridos, fundos de fundos e shopping centers lideraram as altas no mês, enquanto o segmento de desenvolvimento continuou pressionado. O setor de recebíveis, que representa a maior alocação da carteira, avançou 1,4% no mês e acumula alta de 4,9% no ano.

Performance da carteira BTG vs. IFIX

Em abril, a carteira do BTG Pactual avançou 1,76%, acima do IFIX (1,53%). No acumulado do ano, a carteira sobe 3,93% contra 4,10% do IFIX. Desde o início (junho de 2019), o retorno acumulado é de 69,96%, contra 49,65% do índice de referência — uma média anualizada de 8,9% contra 6,8% do IFIX.

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Como a carteira está distribuída

A carteira de maio mantém 16 fundos, com forte concentração em recebíveis imobiliários (CRIs) e uma exposição relevante a galpões logísticos. A alocação reflete a estratégia de combinar carrego atrativo dos fundos de papel com o potencial de valorização dos fundos de tijolo no ciclo de queda da Selic. Confira a distribuição setorial:

Recebíveis Imobiliários (CRIs)

52,0%

Seis fundos com estratégias complementares: carteiras indexadas ao CDI e à inflação, devedores de alta qualidade, originação própria e capacidade de giro no mercado secundário. Dividend yield médio acima de 12%.

Galpões Logísticos

22,0%

Três fundos com foco em imóveis de alto padrão, localizados principalmente no estado de São Paulo. Contratos de longo prazo, locatários diversificados e potencial de geração de valor via reformas e expansões.

Shopping Centers

9,5%

Quatro fundos de shoppings, incluindo a nova entrada do mês. Portfólios em regiões maduras, gestão ativa com potencial de ganhos de capital e transição para estratégias de valor com dividendos elevados.

Lajes Corporativas

9,5%

Dois fundos com perfis distintos: um com portfólio premium em regiões de alta demanda, outro de grande porte com cenário positivo de recuperação no médio prazo. Desconto relevante sobre o valor patrimonial.

Renda Urbana

7,0%

Um fundo com portfólio diversificado de imóveis voltados ao varejo, contratos atípicos com grandes empresas do setor e alta liquidez no mercado secundário. Dividend yield anualizado de 12,2%.

Visão geral da carteira

52% / 48%

A divisão entre fundos de papel (52%) e fundos de tijolo (48%) reflete o equilíbrio entre renda corrente — favorecida pelo nível ainda elevado dos juros — e potencial de valorização patrimonial com a queda da Selic.

O que mudou de abril para maio

As alterações deste mês foram cirúrgicas, concentradas no segmento de shopping centers. A alocação setorial permaneceu estável em todos os demais segmentos — recebíveis (52%), galpões logísticos (22%), lajes corporativas (9,5%) e renda urbana (7%).

Redução parcial: um fundo de shoppings com boa performance recente (de 4% para 2%)
O BTG Pactual optou por reduzir a posição em um fundo de shoppings que vinha contribuindo positivamente para a carteira nos últimos meses, tanto em geração de renda quanto em valorização. A movimentação teve como objetivo realizar parte dos ganhos acumulados, mantendo, porém, uma visão construtiva para o ativo. O relatório destaca que o fundo anunciou recentemente o desinvestimento parcial de um shopping no Nordeste, operação que pode gerar ganho de capital relevante e contribuir para a redução da alavancagem — fatores que reforçam a qualidade da gestão e sustentam uma perspectiva positiva no médio prazo.

Entrada: um fundo de shoppings maduros com dividendos represados (2%)
A nova posição é um fundo que já integrou a carteira entre 2023 e 2024. O racional da inclusão está em um descasamento identificado entre a geração de resultados operacionais e os rendimentos efetivamente distribuídos. Na avaliação do BTG Pactual, o fundo distribui proventos abaixo do que seu resultado permitiria, criando uma assimetria interessante: existe espaço para elevação dos dividendos nos próximos meses, o que melhora o carrego da posição. Além disso, o fundo tem gerado ganhos de capital consistentes com a venda de ativos e mantém um portfólio diversificado de shoppings maduros em diversas regiões do país.

O que esperar da Selic e o impacto nos FIIs

As projeções macroeconômicas do BTG Pactual apontam para uma Selic de 13,00% ao final de 2026 e 10,50% em 2027. Esse cenário de queda gradual dos juros tem implicações diretas para os fundos imobiliários em duas frentes.

Para os fundos de recebíveis (papel), o nível ainda elevado da Selic sustenta os rendimentos no curto prazo — especialmente para fundos com carteiras indexadas ao CDI. Já os fundos com CRIs indexados à inflação se beneficiam do IPCA pressionado, que o BTG projeta em 4,8% para 2026. Essa combinação explica a manutenção de uma alocação de 52% em CRIs.

Para os fundos de tijolo (galpões, lajes, shoppings e renda urbana), a queda dos juros tende a provocar valorização das cotas ao longo do tempo, à medida que o custo de capital do mercado recua e os ativos reais se tornam mais atrativos em termos relativos. A carteira já está posicionada para capturar esse movimento, com 48% de exposição a ativos físicos.

Projeções BTG Pactual — Cenário base

PIB 2026: 1,70% | IPCA 2026: 4,70% | Selic 2026: 13,00% | Câmbio 2026: R$ 5,20 | Dívida líquida/PIB 2026: 68,5%. Para 2027, a expectativa é de Selic a 10,50%, IPCA a 4,10% e crescimento de 1,50%.

Leitura estratégica

A carteira de FIIs do BTG Pactual para maio reforça uma abordagem que tem se mostrado consistente nos últimos meses: manter a espinha dorsal em recebíveis imobiliários para garantir renda corrente elevada, enquanto posiciona parcelas relevantes em ativos reais que se valorizam com a queda dos juros.

A troca no segmento de shoppings ilustra bem o estilo de gestão proposto: realizar lucros em posições que performaram bem, sem abandonar o segmento, e realocar em fundos onde existe uma assimetria favorável — neste caso, um descasamento entre resultado operacional e distribuição de proventos que pode se corrigir nos próximos meses.

Para o investidor que busca renda passiva com isenção de imposto de renda sobre os rendimentos, o dividend yield anualizado de 11,3% da carteira é um dado relevante. Comparado ao CDI líquido de imposto, os fundos imobiliários voltam a oferecer uma relação competitiva, especialmente em um cenário onde a Selic tende a cair ainda mais.

O equilíbrio entre papel e tijolo, a diversificação entre gestoras e a disciplina de rebalanceamento são os pilares que sustentam a estratégia. A carteira completa com os 16 fundos recomendados está disponível para clientes da Kaza Capital.

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Fonte: Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários, BTG Pactual Equity Research, maio de 2026. Dados: Economática, Bloomberg, EPFR, Anbima, Boletim Focus.

Este conteúdo foi elaborado pela Kaza Capital com base no relatório público do BTG Pactual e tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não constitui oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. As opiniões e projeções aqui mencionadas são do time de Research do BTG Pactual e podem mudar sem aviso prévio. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros. Investimentos envolvem riscos, incluindo possibilidade de perda do capital investido. Antes de tomar qualquer decisão de investimento, consulte um assessor credenciado.

A Kaza Capital atua como escritório de assessoria de investimentos vinculado ao BTG Pactual.

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