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IPCA sobe pela 8ª semana seguida no Focus e atinge 4,89% para 2026

Por Thaís Marinho

ECONOMIA • POLÍTICA MONETÁRIA
Maio 2026

Boletim Focus desta segunda-feira mostra nova deterioração nas expectativas de inflação para 2026, enquanto projeções para o câmbio nos próximos anos recuaram levemente.

O relatório semanal do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (4), trouxe mais uma rodada de revisões nas estimativas dos principais indicadores macroeconômicos do país. A inflação medida pelo IPCA acumulou a oitava alta consecutiva nas projeções para o ano corrente, alcançando 4,89% — patamar que já pressiona o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.

Paralelamente, o mercado reduziu a expectativa de crescimento econômico para 2027 e sinalizou estabilidade na trajetória esperada para a taxa Selic nos próximos dois anos, mantendo o cenário de juros elevados por mais tempo.

Movimentos de mercado exigem acompanhamento contínuo.

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Inflação segue em trajetória de alta nas projeções

A mediana das estimativas para o IPCA em 2026 passou de 4,86% para 4,89%, consolidando uma sequência de oito semanas de revisões para cima. Para 2027, os analistas mantiveram a expectativa em 4,00%. Já para 2028, houve leve ajuste de 3,61% para 3,64%, indicando que a percepção de pressão inflacionária começa a se estender para horizontes mais longos.

Crescimento econômico perde fôlego nas estimativas

A projeção para o PIB de 2026 permaneceu estável em 1,85%. O destaque negativo ficou com a revisão de 2027, que recuou de 1,80% para 1,75%. Para 2028 e 2029, o consenso do mercado se manteve em 2,00%, sem alterações na semana.

A combinação de inflação persistente com crescimento moderado reforça o cenário de desafios para a condução da política econômica nos próximos trimestres.

Selic estável até 2028, com ajuste pontual em 2029

Os economistas consultados pelo BC não alteraram suas projeções para a taxa básica de juros nos três primeiros horizontes: 13,00% ao final de 2026, 11,00% em 2027 e 10,00% em 2028. A única mudança veio na estimativa para 2029, que subiu de 9,75% para 10,00% — nivelando-se com a projeção do ano anterior e sugerindo que o mercado já não enxerga espaço para cortes adicionais naquele horizonte.

Entender o cenário é o primeiro passo para decisões mais seguras.

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Dólar recua nas projeções de médio prazo

A expectativa para a cotação do dólar em 2026 foi mantida em R$ 5,25. Para os anos seguintes, no entanto, o mercado promoveu ajustes de baixa: a projeção de 2027 caiu de R$ 5,35 para R$ 5,30, a de 2028 recuou de R$ 5,40 para R$ 5,39, e a de 2029 passou de R$ 5,41 para R$ 5,40.

O movimento sugere uma leitura marginalmente mais favorável para o real nos horizontes mais distantes, ainda que o patamar projetado siga acima dos R$ 5,00.

Cenários complexos pedem estratégia clara.

Converse com um assessor e alinhe seus investimentos ao momento do mercado.

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Fonte: Exame; Banco Central do Brasil (Boletim Focus).

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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